Zé Roberto: “Fofão toca na bola com o coração”



Meu primeiro contato com a Fofão foi em 1989, pelo Colgate/Pão de Açúcar. Ela tinha começado há pouco tempo. Posso dizer que fui um dos primeiros técnicos dela. Trabalhamos juntos até 1991, quando assumi a Seleção masculina.

Ela tem uma história incrível no esporte. Nunca foi convocada para as Seleções Brasileiras de base. E impressiona como tem a mesma personalidade desde começou até hoje. Logicamente ganhou experiência como atleta, como mulher, mas mantendo a mesma essência. Meiga, carinhosa, tranquila, honesta… E isso é um diferencial em todos os aspectos.

Como atleta, ela é uma mescla de muito treino, dedicação e possui uma sensibilidade ímpar, muito difícil de encontrar. Ela consegue captar a energia do local, das pessoas que estão em volta. Tem uma áurea especial. É complexo explicar. Ela rapidamente se adapta às situações de jogo, sempre jogando focada no objetivo principal. Fofão sabe a hora de falar e de escutar. Sempre foi uma referência como jogadora e esperou, muitas vezes, com paciência até sua hora chegar. É uma jogadora que todo mundo confia.

Fofão também sempre foi muito tímida, mas prima pelo bom relacionamento, por isso todas as jogadoras que atuaram com ela sentiram essa energia positiva que ela passa. A bola levantada por ela vai carregada de carinho, de paixão, de amor. Para mim é isso que explica o toque na bola diferenciado que ela tem. Ela toca na bola com o coração.

Uma outra coisa importante. Ela não se coloca como estrela. Ela é time, não dona da bola. Por tudo isso é uma atleta rara, sempre muito disponível para ajudar, sempre fazendo questão de ser uma jogadora de composição e não uma protagonista. Fofão é o exemplo perfeito.

Depoimento de José Roberto Guimarães, técnico de Fofão no início da década de 90 e depois na Seleção Brasileira, na conquista do ouro olímpico em Pequim.

Confira a íntegra da entrevista com a levantadora: http://www.lancenet.com.br/volei/tiver-experiencia-tecnica-aproveitar-Fofao_0_1344465650.html

 



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