Zé Roberto é eleito o técnico do ano pelo COB



O COB acaba de anunciar que José Roberto Guimarães é um dos técnicos do ano, repetindo a conquista de 2008.

Ele receberá uma homenagem durante a cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, no dia 18 de dezembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.  O outro agraciado na categoria é Marcos Goto, treinador do ginasta Arthur Zanetti.

Conhecendo o meu eleitorado no blog, sei que muita gente aqui vai reclamar, sapatear e contestar. É a democracia.

Na minha modesta opinião, acho justíssimo homenagear um técnico que é tricampeão olímpico. Ninguém ganha três ouros na Olimpíada por acaso.

Zé tem muito mérito por ter montado a geração que venceu em Pequim com sobras e teve de se superar em Londres, quatro anos depois. Logicamente, erros acontecem num percurso olímpico. E com eles chegam as derrotas, algumas delas bem doloridas, diga-se de passagem.

Decisões tomadas por ele podem ser questionadas, sim, mas não a ponto de dizerem que a última conquista olímpica se deve exclusivamente às atletas, como já li por aqui. Ninguém ganha ou perde sozinho nos esportes coletivos. Como comandante, Zé Roberto tem méritos e falhas. Para mim, na soma geral, os méritos são bem maiores.

 

 



  • leandro

    Título merecido, com certeza!

  • Jairo(RJ)

    Por mais que tenhamos em que criticamos o Zé, devemos em contrapartida reconhecer que ninguém é tricampeão simplesmente por ser.

    Parabéns Zé
    Parabéns Daniel pelo texto

  • Paula

    Gostei do texto Daniel! É isso mesmo! Sem o Zé, as medalhas não viriam. Ele e sua comissão técnica são excelentes profissionais e fazem toda a diferença. Parabéns Zé Roberto!

  • leandro

    Daniel, alguma resposta da CBV referente a carta que você brilhantemente enviou?

    O calendário piorou, no masculino os times jogam na quinta e no sábado. No feminino os jogos são terça e sexta.
    Por que eles não deixam os jogos do feminino somente na sexta e o masculino no sábado? Seria muito mais racional. Mas todos sabem o motivo.
    Como bem observado por um leitor do seu blog, a realidade é que a Rede Globo/Sportv colocam a Superliga entre o fim e o início do Campeonato Brasileiro de futebol.
    Um outro motivo na minha opinião é que o Ary Graça encurta o período da Superliga para baratear os custos.
    Temos que fazer uma campanha para saída do Ary Graça da presidência da CBV. Esse cara já está há 15 anos no poder, isso é ditadura. A presidência da CBV deveria ser de um ex-atleta.

    • César Castro

      Aquela carta foi retórica, não?

  • Afonso RJ

    NÃO: Tá tudo errado.

    O Zé Roberto Guimarães é um incompetente, mau caráter, cheio de soberba e não entende nada de vôlei.

    É desumano com as atletas porque faz cortes no saguão do aeroporto ou no caminho para a lavanderia.

    Tremendo paneleiro. Só convoca as mesmas jogadoras (devia dar chance para pelo menos umas 400). E quando convocou uma “nova” (Fernandinha) e cortou uma “velha” (Mari) foi absurdamente injusto.

    Só vence as competições por pura sorte, ou única e exclusivamente por causa da garra das jogadoras (que – diga-se de passagem – ele mesmo escolheu).

    Levou a Natália para Londres para “passear” e mandou de volta a Camila Brait “só de sacanagem”.

    Com certeza ganhou esse prêmio por puro apadrinhamento e jogada política, pois afinal de contas 3 ouros olímpicos não valem nada (sem falar num monte de outros títulos).

    Um absurdo esse senhor continuar técnico da seleção. Muito mais certo a CBV cobrir a oferta do futebol e trazer o Felipão (tchê). Com certeza as meninas rapidamente aprenderiam a baixar mais a porrada.

    Fora Zé Roberto!!!! Luiz Felipe Scolari para técnico já!

    Tenho dito.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    • Thamyres

      Afonso, sobre a Natália … Gosto muito dela como jogadora, tem muita potencia, tem muito pra crescer e ajudar a seleção.
      Mas eu ouvi declaração de ambos, ZRG e Natália , que a ida dela foi apenas por questões “psicológicas”(me dói escrever isso), que ela foi para dar apoio para o grupo, pois não estava em condições de jogo, tanto que entrou poucas vezes para sacar, uma ou outra vez participou de rede.
      ZRG preferiu nesse ciclo não utilizar em sua comissão Psicólogos e achou que as jogadoras podiam dar conta . Aqui já entro numa declaração dada pela jogadora Paula Pequeno , que disse que, no ciclo das Olimpíadas de 2008 elas tiveram sim uma Psicóloga , pois ali o grupo precisava pois vinham numa pressão grande pelo que aconteceu em Atenas, e eram um grupo novo, que precisa de um apoio profissional. Já no ciclo para Londres, o grupo misto de experientes, jogadoras que estiveram em 2008 e novatas, não era necessário Psicólogo , pois elas, as mais experientes, podiam “bancar” o grupo.
      Eu, particularmente quando ouvi as declarações me senti profissionalmente ‘atacada’.
      A desvalorização e o desconhecimento dos profissionais da Psicologia , e a colocação de alguém (Natalia) dizendo que foi apenas para dar apoio psicológico e sabia que não poderia acrescentar em jogo, de fato, foi doloroso.
      Estou no fim do meu 4º ano de Psicologia, isso doeu demais profissionalmente e pessoalmente.

      • Afonso RJ

        Eu já tinha percebido que a Natália foi a Londres, na minha opinião por dois motivos: primeiro que ela tem fama de ser extremamente agregadora e desanuviadora de tensões no grupo. É por natureza uma criançona brincalhona e palhaça (tudo no bom sentido). E segundo, porque é considerada uma figura chave para o próximo ciclo olímpico e a experiência ganha agora pode ser considerada inestimável para o futuro (vide Thaísa e outras).
        Quanto a opção de não contar com um(a) psicólogo(a) nesse ciclo olímpico, vejo mais como uma opção técnica do que como qualquer tipo de desmerecimento aos profissionais da área. Afinal, temos de convir que nem sempre um apoio psicológico especializado pode ser considerado necessário para um sem número de atividades. Particularmente acho que apoio psicológico é importante em esporte de alto nível, mas não achei que a decisão da comissão técnica fosse por desvalorizar a especialidade.

    • Leoo

      Parabens Afonso! Assino embaixo, os fins nao justificam os meios. O Ouro em Londres
      Nao justifica os diversos erros, principalmente no trato com jogadoras!

    • Bruno de Morais

      Dizer que ZRG não sabe nada de volei… Isso é algo brutal! Isso não existe! Você não simpatizar com ele é uma coisa, não gostar do trabalho dele como técnico, todavia, não há a menor possibilidade de alguém que seja um ‘incompetente’ ser Tricampeão Olímpico. Se ele foi eleito o técnico do ano é por ele ter méritos. Evidente que eu tbm não concordei com a convocação de Natália, MAS, achei justo ele não ter levado a Mari. Na verdade, Mari e Natália, não iriam acrescentar nada lá. E ponto final. Mari, até agora, mal jogou no turco por causa de lesões. (Espero que ela volte a jogar bem) Enfim, Respeito sua opinião, mas não vamos fechar os olhos para realidade, não é? Ele é um bom treinador sim. Você que não gosta dele.

      • Bruno de Morais

        JRG***

        • Afonso RJ

          Bruno e Leo:
          Vocês não sabem reconhecer uma ironia não?

  • Thamyres

    E quem é que não erra?
    Para se manter no topo é preciso arriscar, cometer erros .
    Tem mérito dele, tem mérito da comissão e dos jogadores e jogadoras comandados por ele.
    Como você colocou Daniel, é um esporte coletivo . Alguns talentos individuais sobressaem por vezes, mas nenhum deles ganha ou perde sozinho .

  • tuliobr

    Concordo com a indicação, mas faço o reparo: o ciclo que concluiu-se com o título de 2008 foi soberbo, um trabalho que comprova a competência do JRG e de sua comissão técnica. Vê-se essa competência agora mesmo com a velocidade em que o time da Amil vem ganhando cara e conteúdo. Mas o ciclo de 2012 foi muito pouco inspirado, inclusive como comprovam os resultados e a justa perda do primeiro lugar no ‘ranking’. Os erros mais aparentes, sobre os quais resta pouca margem para discussão, foram indignos de um técnico com o estatuto do JRG, e alcançam os mais diversos aspectos do ciclo, do planejamento das competições ao preparo físico, da tática usada aos critérios para composição do elenco. Ou seja, JRG é humano! E sua contribuição para o vôlei em particular, e para o esporte em geral, do Brasil e do mundo, deve ser exaltada com a devida ênfase. Parabéns, JRG, mas rasgue o manual que você usou entre 2008 e 2012.

    • Afonso RJ

      O que vai ter de treinador catando o manual rasgado, par juntar os pedaços e estudar por ele não está no gibi. Concordo que foram cometidos erros. Errar é humano. Mas no cômputo geral, e na “hora da onça beber água” acho que todos podemos considerar esse ciclo de 2012 como vitorioso. Houve problemas, e bem mais que no ciclo anterior. Contusões, problemas pessoais de atletas, problemas de relacionamento, etc… Mas no fim o Zé provou que soube lidar com eles, e “jogar o manual fora”, convenhamos, seria um enorme desperdício.

  • Juju

    Acredito que no Brasil estas “ditaduras” acabam não funcionando bem. Caso do Ary na CBV, CBB, CBDA…O ciclo das seleções de volêi masculino e feminino não foram legais, cortes, convocações e não convocações de atletas por critérios discutíveis, ambiente ruim, discussões entre os próprios integrantes da comissão…. A feminina quase foi desclassificada na 1ª fase Olimpica, até agora não sabemos o motivo, porque desaprender elas não desaprenderam. A masculina aos trancos e barrancos chegou a final, levando uma virada espetacular da Russia. A seleção masculina vai precisar de renovação e a feminina, não sei, Sheilla e Thaisa acenaram com um descanso em 2013, PP4 se aposentou, é aguardar pra ver. Acho complicado o Zé Roberto treinar um time feminino na SLF e também SFV, a seleção que disputou a Copa Yeltsin era praticamente o time do Amil… é uma situação delicada. Concordo com o Tuliobr, o Zé precisa rasgar o manual deste último ciclo olimpico. Pelos motivos citados, acho que se o prêmio fosse para o Luziomar, estaria em ótimas mãos.

    • Juju

      Perdoem a falha, o premio é do COB, o Luziomar jamais poderia ganhar.

  • Luiz

    Só uma coisa a dizer:

    A história está cheia de campeões. E lá eles ficarão para sempre. O imaginário popular e especializado – e nisto eu incluo a mídia – sempre será tendencioso e pesará para o lado de quem vencer, sem se importar de que maneira eles venceram. Bill Gates disse que é impossível construir um império sem ter que deixar guardado no armário alguns cadáveres. Sorria, ajeite o tapete, tampe o porão. No final de tudo, enquanto não há prova de nada, o criminoso é inocente. Como quanto alguém é pego por doping e alega ter tomado um chá, ou ter usado uma pomada para depilação.

    Quem sabe um dia? Quem sabe um dia?

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