Zé no Bola da Vez: Bebeto “mentor”, futuro em xeque das Seleções, Tifanny…



A ESPN Brasil exibiu nesta terça-feira mais uma edição do Programa Bola da Vez com o técnico José Roberto Guimarães.

A entrevista foi gravada no início do mês. Durante 1h30min, o tricampeão olímpico passou por diversas temas (nova Liga das Nações, as conquistas em Pequim-2008 e Londres-2012, as derrotas em Atenas-2004 e na Rio-2016). E curiosamente ele resvala no assunto da semana no vôlei: Bebeto de Freitas. Com uma frase simples, Zé deixa bem claro a importância de Bebeto em sua vitoriosa carreira:

– Bebeto foi meu mentor.

Separei alguns trechos do programa, que apresenta ainda bons depoimentos de Fofão e Marcelo Negrão, para vocês. Para quem quiser ver a íntegra do papo com Zé Roberto, basta entrar no site da emissora e encontrar a programa no Watch ESPN.

Zé Roberto e Radamés Lattari, após renovação de contrato com a CBV (Marcelo Dias/CBV)

FUTURO DO VÔLEI BRASILEIRO

No futuro a gente vai correr um risco bastante grande porque muitas seleções do mundo queriam saber ou vinham até Saquarema para saber o que as nossas seleções de base faziam. A situação econômica que estamos vivendo no Brasil levou também a confederação a reduzir alguns custos. Um deles foi exatamente o tempo de treinamento das seleções, os intercâmbios que faziam com outros países e isso faz com que se treine menos e jogue menos. Consequentemente, você vai ter um problema. Agora estamos vivendo momento diferente por causa dos investimentos. Se não abrirmos os olhos teremos dificuldades. Temos que tomar cuidado

VOLTA DA ATLETAS EXPERIENTES PARA A SELEÇÃO

Com a Thaísa estamos tendo muito cuidado no Hinode/Barueri, queremos recuperá-la também para a Seleção. A Jaqueline ainda tem bola pra Seleção. Queria aproveitar mais a Sheilla, a Fabiana, que deram muito pela Seleção. Estão aptas a jogar ainda. fisicamente se cuidaram sempre. A Sheilla tirou um ano sabático, fala-se em jogar na praia ou gravidez. Com a Fernanda Garay tive uma conversa recentemente. Ela quer ficar um pouco mais com a família também. Jogadoras quando atingem 30, 32 anos começam a pensar na possibilidade da gravidez, como foi com a Dani Lins. Faz parte do contexto, temos de aprender a conviver com isso.

TIFANNY

Se ela é elegível pelo Comitê Olímpico, pela Federação Internacional e pela Confederação Brasileira, ela está dentro das normas. E elas devem ser respeitadas, como a opinião de cada um. Se tiver nível de Seleção e estiver dentro das regras, pode ser convocada sim. Ela é mais forte, mas não há um desequilíbrio fora do comum. Temos de estar abertos a essas mudanças. É o futuro do mundo. Vai ter aqui, no Japão, na Tailândia, na Rússia, nos Estados Unidos. Os médicos vão poder opinar melhor, através de exames, deixar tudo muito claro.

MUDANÇAS DE REGRA DO VÔLEI

Acho muito perigoso mudar muita coisa em pouco tempo. Não acho que o vôlei precisa mudar muito. As mudanças devem ser muito pontuais para não ter grandes revoluções. O Mundial sub-23 foi um caos (7 sets de 15 pontos). Muitos técnicos são contra. Podemos fazer as substituições mais rápidas como no futsal e no handebol. É preciso ter muito bom senso nessas discussões, pois é um perigo muito grande.

FUTURO DO HINODE/BARUERI

Estamos atrás de um co-patrocinador. Tenho colocado dinheiro do bolso, não ganho nada. Muitos da comissão também fazem sacrifício. Era um sonho montar um time na cidade onde moro.



MaisRecentes

Não sei em quem apostar na Superliga feminina



Continue Lendo

Coluna: Um por todos, todos contra Taubaté na Superliga?



Continue Lendo

Caramuru usa artifício jurídico para jogar a Superliga



Continue Lendo