Vôlei sem preconceito



O vôlei brasileiro tem uma grande oportunidade nas mãos para dar um exemplo para nossa sociedade.

Nos próximos dias Tiffany, 33 anos, vai se tornar a primeira transexual brasileira a atuar no vôlei feminino após concluir o processo de mudança de sexo.

A presença dela em uma competição para mulheres é uma vitória contra o diferente. Contra o preconceito. Contra as barreiras da aceitação. Contra o discurso muitas vezes fundamentalista de quem vê apenas “o homem” e “a mulher” como opções possíveis.

Tiffany vai defender Bauru na Superliga (Divulgação)

O mundo está cada vez mais dividido entre A e B, direita e esquerda, branco e preto, coxinha e mortadela, ou seja lá qual for a nomenclatura. E são as raras as possibilidades de plantar uma sementinha e ajudar a diminuir o abismo entre os lados.

Seria uma utopia imaginar a torcida adversária do Bauru aplaudindo um ponto marcado pela Tiffany? Uma tapa com luva de pelica na cara dos preconceituosos de plantão. Aqueles que gostam de se esconder atrás de um perfil falso na internet para atacar e agredir. Aqueles que não aceitam as diferenças. Aqueles que tratam pessoas como Tiffany como inferiores.

Torcedor do vôlei, faça sua parte nos ginásios por onde Tiffany passar. Uma sociedade mais justa agradece.



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