Vôlei se moderniza e arbitragem poderá consultar replay na Liga dos Campeões da Europa



O vôlei parece ter entrado definitivamente na era tecnológica. As finais da Liga dos Campeões da Europa, em sua versão masculina, na Polônia, nos dias 17 e 18 de março, terão o auxílio do replay de vídeo para decidir lances polêmicos.

Assim como já acontece no futebol americano, na NBA e nos principais campeonatos de tênis, os árbitros poderão conferir as imagens geradas pela TV que transmitirá os jogos e tirar a dúvida se o olho humano errou ou acertou ao apontar, por exemplo, se um saque foi fora ou se a bola triscou a linha.

Equipamentos de última geração estarão espalhadas em diversos pontos no entorno da quadra e também na rede. A principal virtude será a capacidade de slow motion das câmeras.

Segundo a regra que será adotada no torneio europeu, cada time terá duas oportunidades por set para usar a tecnologia e desafiar a marcação da arbitragem. Para não atrapalhar muito a dinâmica do jogo, a consulta à telinha da TV será feita pelo segundo árbitro, acompanhado pelo capitão do time que optou pelo uso da tecnologia.

Vejo a iniciativa com ótimos olhos. Faz parte da evolução do esporte ter a ajuda tecnológica, ainda mais com o vôlei cada vez mais físico e veloz. As câmeras não irão acabar 100% com erros da arbitragem, mas ajudarão a tirar dúvidas de alguns lances do jogo, possivelmente decisivos para o resultado final.

O que vocês acharam?



  • Rodrigo – BH

    Acho a proposta válida e oportuna. Tenho acompanhado os jogos da superliga e é lamentável o baixo nível de nossas arbitragens. Errar é normal e o árbrito se equivocar em algum lance do jogo é até aceitável… porém o que temos visto é um total despreparo na maioria dos jogos. Os auxiliares (e são 4) a todo instante marcam errado. O 1º árbrito “bate cabeça” com o 2º árbrito e por aí vai… se formos analisar pra valer, são MUITOS erros em uma única partida. Enfim, o uso da tecnologia é muito bem vindo, mas não podemos deixar de falar que, mais do que tecnologia, precisamos mesmo é de um quadro de árbitros capacitados e bem preparados para as competições. E isso vale para as competições nacionais e internacionais. O nível na liga mundial, copa do mundo, grand prix e etc também é lamentável.

  • Afonso (RJ)

    Tá com sono Daniel? Ou ainda está meio de férias? “as câmeras não irão acabar 100% com os erros de arbitragem, mas AJUDARÃO”… 🙂 Desculpe, amigo, sei que é apenas um lapso e pode ocorrer nas melhores famílias, mas não resisti 🙂

    Mas vamos ao que interessa: Acho que desde que a FIVB crie regras coerentes para a utilização da tecnologia, acho uma excelente iniciativa. E se alguém argumentar que isso pode quebrar o ritmo do jogo, pode-se contrargumentar que uma discussão com os árbitros também quebra o ritmo do jogo, além de ser deselegante e eventualmente gerar punições.

    No tênis, até agora vem dando certo. Fico me lembrando daquelas verdadeiras brigas do MacEnroe com os árbitros. Me parece agora que são coisas do passado, e a tecnologia tem boa participação nisso. O único senão, é que o vôlei pode ficar ainda mais dependete da TV. Mais do que já é.

    Vamos ver o que acontece. Torço para que dê certo. A competição européia deve servir como excelente tubo de ensaio.

    • Daniel Bortoletto

      vergonhoso de tão óbvio

      • Afonso (RJ)

        Forçando um pouco, há uma defesa: se estivesse SUBENTENDIDA a expressão “o recurso” ou coisa semelhante. Ficaria assim:
        “as câmeras não irão acabar 100% com os erros de arbitragem, mas “o recurso” ajudará…
        Assim a vírgula assinalaria o início de uma oração subordinada cujo sujeito (o recurso) concordaria em número com o verbo (acho que é isso).
        É meio pela tangente, e estilisticamente terrível, mas com boa vontade dá. E para os amigos a gente sempre tem boa vontade 🙂

        • Daniel Bortoletto

          não. foi um erro da minha parte mesmo. sem desculpa

    • Mauricio

      É válido se o “desafio” for mostrado no telão e para a torcida (de dentro do ginásio e do espectador) também. Esse é o espetáculo utilizado pelo tênis.

      Lembro que há uns anos, a CBV, em conjunto com uma marca esportiva, tinha desenvolvido a tal da bola tecnológica. Que fim levou essa história?

      Mas acima de tudo, acho que o vôlei brasileiro está longe dessa possibilidade, afinal ainda temos goteiras, vestiários inutilizáveis e falta de aclimatação dos ginásios.

    • hiashiuashdx

      Não entendi seu questionamento colega.

  • Jairo (RJ)

    O Afonso citou o tênis, que realmente tem solucionadas muitas dúvidas. Critério de utilização é que deve ser levado em conta. O “chalenger” no tênis está sendo muito utilizado e eu que acompanhei o Australian Open vi jogo onde no primeiro game já estavam utilizando o recurso.

    Acho válida a idéia, que ajudaria muito no Brasil, pois estão ocorrendo muito erros de arbitragem. Inclusive tem um árbitro que quando apita na SL é indicativo de polêmica. Somos seres humanos e erramos e nesse caso ajudaria ele mesmo na reciclagem.

  • Milton

    O vôlei mais uma vez dá um EXEMPLO para outros esportes. Só quem não quer se modernizar e continuar cada vez mais chato e “manipulável” é o futebol.
    Parabéns a esse esporte que soube se modernizar. Com certeza será uma excelente oportunidade de mostrar ao mundo que é um caminho SEM volta. Tecnologia existe e é para ser utilizada.
    Tudo envolve muita dedicação e dinheiro para um erro acabar com anos de planejamento.

  • Rodrigo

    Quero ver o volei se modernizar nos sorteios para as competições internacionais de seleções… nisso perde até para a FIFA…

    no mais, ALELUIA!!!

  • Alexandre Santos

    Acho a mudança excelente, mas acho que caso seja o ponto decisivo da partida deveria ser permitido o pedido, independente de já terem sido feitos os 2 previstos na regra.

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