Vôlei russo é citado em relatório de doping



O vôlei foi citado no relatório do canadense Richard McLaren sobre o esquema de doping russo, divulgado nesta segunda-feira. Na página 41, um gráfico mostra a quantidade de exames positivos que teriam sido intencionalmente transformados em negativos pelo Laboratório Antidoping de Moscou para proteção de atletas que faziam parte do esquema. Leia mais aqui: Relatório McLaren

Segundo os dados de McLaren seriam oito casos do vôlei e mais dois no vôlei de praia. Um número pequeno perto dos “líderes”: 139 no atletismo e 117 no levantamento de peso.

A FIVB, procurada pelo blog, disse que já pediu maiores esclarecimentos para a Wada. A Agência Mundial Antidoping foi a responsável por solicitar o relatório à comissão independente liderada pelo canadense. A Federação Internacional quer saber quem são os atletas e quando eles teriam jogado dopados.

Obmochaev atuando na última Olimpíada (Divulgação FIVB)

Obmochaev atuando na última Olimpíada (Divulgação FIVB)

Em março, um caso de doping russo foi julgado pelo painel disciplinar da FIVB. Alexander Markin, suspenso preventivamente após ser flagrado em exame antidoping durante o Pré-Olímpico Europeu, em janeiro, foi liberado para atuar.  Na época, a decisão foi explicada como instrução da Wada para não punir os atletas que fossem flagrados pelo uso da substância proibida Meldonium antes de 1 de março e com baixa concentração da substância no sangue. Outro atleta flagrado recente foi Alexey Obmochaev, ex-líbero da seleção, ex-marido de Goncharova, estrela da equipe feminina russa. Meldonium é a mesma substância detectada nos exames da tenista Maria Sharapova, suspensa preventivamente e ausência certa na Olimpíada.

A Federação Internacional já demonstrou ser contrária ao banimento total da Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio, com a exclusão dos times masculino e feminino do vôlei de quadra, por exemplo. O presidente Ary Graça disse, no último fim de semana, na Polônia, que não pode punir as seleções russas pelo problema causado por outros esportes.

Por fim, um esclarecimento válido, apesar de não acreditar que ele se concretize. Vamos supor que a Rússia seja banida da Rio-2016 em todos os esportes. Quem substituiria as seleções masculina e feminina nos torneios de vôlei? Entre os homens seria a Alemanha. Entre as mulheres, a Turquia. Esses foram os países europeus que “perderam” a vaga para a Rússia no classificatório olímpico.



  • L. Mesquita

    O doping foi organizado pelo governo da Russia, por isso a Russia deve ser banida do Rio-2016, em outras épocas os governos da Alemanha comunista e da China também patrocinaram o doping de seus atletas, só que a tecnologia da época não era tão avançada e rápida suficiente para banir esses países dos Jogos. O banimento é correto, chega de corrupção, chega de fraude. Um atleta normal que deixa sua vida particular em segundo plano para se dedicar aos treinos, como fez a Camila Brait por oito anos, não pode chegar à Olimpíada e perder para dopados. Vimos que o time da Marichev está horrível, batendo cabeça, não podemos aceitar que as russas joguem dopadas e venham atropelando nas Olimpíadas. No masculino foram compravados os dopings de Markin e Obmochaev. Quem garante que não trocaram as urinas das jogadoras no Pré-olímpico europeu? O desempenho delas lá estava bem acima do que foi apresentado no GP. Quem garante?

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