Vôlei Renata abre Superliga com grande triunfo sobre o Sada/Cruzeiro



Vencer o atual pentacampeão da Superliga masculina por 3 sets a 0. O sonho mais improvável do torcedor do Vôlei Renata se materializou na abertura da 25ª edição da competição, no Ginásio do Taquaral, em Campinas, com um triunfo incontestável sobre o Sada/Cruzeiro, parciais de 25-20, 25-18 e 25-21.

Quando um resultado é construído com tais números, contra um rival desta quilate, é difícil não elogiar o vencedor.

O time campineiro teve uma atuação segura em todos os fundamentos e em praticamente todo o jogo. E olha que já vi várias partidas no Taquaral nos últimos meses e até então não tinha acompanhado uma performance como a de hoje.

Depois de ser obrigado a improvisar Vaccari como oposto em parte do Paulista, por conta das lesões de Banderó e Dani, Horacio Dileo conseguiu escalar o Vôlei Renata como todos em suas posições “originais”. E viu o experiente levantador Demian Gonzalez, outro que passava por um trabalho de recuperação física, ditar o ritmo com maestria, com uma divisão muito equilibrada entre os atacantes.

Ataque do Vôlei Renata foi decisivo na estreia (Wander Roberto/Cimed)

Os números explicam melhor. O ponta Vaccari recebeu 17 bolas, colocou 11 no chão, terminou com 13 pontos e levou para casa o Troféu VivaVôlei. O outro ponta Bruno Temponi marcou 12 (também atacou 17 vezes), o central Luizinho fez 11 (seis em dez no ataque e outros cinco no bloqueio), o oposto Dani marcou 10 (sete em 13) e o também central Michel teve sete pontos (seis em 11).

Uma atuação tão segura de Gonzalez que o Sada/Cruzeiro só conseguiu marcar três pontos no bloqueio, mesmo com Le Roux e Isac em quadra.

– Nossa virada de bola foi muito boa. Eles começaram com o saque forçado, uma característica deste time do Marcelo. Eles não param de forçar, obrigam você a todo tempo ser melhor. Quando se enfrenta um adversário que obriga você a ser melhor a cada bola, a esquecer rapidamente a bola que passou, seja boa ou ruim, você cresce – disse Dileo, antes de botar um freio na empolgação.

– Seria um erro meu se essa vitória influenciasse o restante do trabalho. Temos de seguir trabalhando do mesmo jeito. Tivemos muitos problemas no Paulista. Se temos um segredo, ele é o nosso dia a dia, nosso trabalho diário. Não podemos achar que somos os melhores após esse resultado. Já temos o São Judas, no sábado, e não dá para diminuir o ritmo.

Ainda sem o americano Sander, com uma inflamação no ombro, os mineiros oscilaram demais. O passe não esteve no nível “Sada/Cruzeiro” de eficiência, com Rodriguinho caçado pelo saque do Vôlei Renata. O saque, uma das armas mais poderosas na sequência vencedora dos últimos anos, também teve muitos altos e baixos, apesar dos sete pontos marcados em aces.

Isac encara Michel na bola pelo meio (Marcos Riboli/Vôlei Renata)

Marcelo Mendez tem o diagnóstico:

– Temos de reconquistar a confiança no jogo. Temos momentos que jogamos muito bem e outros que jogamos muito mal. Temos de regularizar nosso jogo. Isso só vai acontecer com os treinos e as partidas, quando tivermos o time completo – disse o argentino, que na semana passada, na apresentação da Superliga, já havia dito que o melhor Cruzeiro deverá ser visto somente em dezembro.

E ele também fez uma análise muito sensata sobre o time agora sem Leal e Simon.

– Tínhamos um ataque fantástico, então podíamos errar mais no saque. Agora me parece que precisaremos ter um equilíbrio maior tanto no saque quanto no ataque.

Isac, com 13 pontos, foi o único a chegar aos dois dígitos de pontuação na estreia.

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