Vôlei renasce no Rio com dois times masculinos. E já tem até jogo marcado



É com muita alegria que vejo a volta do Botafogo ao vôlei, que finaliza as negociações para se juntar ao Volta Redonda, que disputou as últimas edições da Superliga Masculina. Antes que vejam o elogio como clubismo e me rotulem como torcedor do time de futebol de Loco Abreu, Maicosuel, Jefferson & Cia., deixo claro: sou corintiano.

Para os mais jovens, o Botafogo tem longa tradição no vôlei. São mais de 20 títulos estaduais, por exemplo. Sempre que fala da carreira como jogador, Ary Graça Filho, presidente da CBV, relembra da passagem pelo clube da Estrela Solitária.

Duas temporadas atrás, o Fogão tentou montar um time feminino. Já tinha até um acordo verbal para Antonio Rizola ser o técnico (até escrevi uma coluna no LANCE! sobre isso), mas a falta de patrocínio para montar um time competitivo fez o projeto não sair.

Desta vez, Miguel Ângelo da Luz (ex-técnico de basquete, campeão mundial com a Seleção feminina em 94 e prata na Olimpíada de 96), que é diretor de esportes olímpicos do Fogão, vê o projeto estar prestes a sair do papel. O acordo com Volta Redonda foi feito e o Botafogo espera fechar até terça-feira um patrocinador master para oficializar o time. Até então, a prefeitura local bancava parte do projeto. Ainda existe uma negociação com outro apoiador privado em curso.

O andamento do projeto já foi comunicado inclusive para a CBV, que ficou satisfeita. Técnico e coordenador do time ainda não estão definidos. Jogadores já contratados por Volta Redonda serão mantidos e outros estão apalavrados. Miguel admite a tentativa de contratar também um reforço cubano.

Os jogos acontecerão em Volta Redonda e também em General Severiano.

A montagem do Botafogo/Volta Redonda fará o Rio de Janeiro ter novamente um confronto local pela Superliga masculina, já que o poderoso RJX fará sua estreia na temporada 2011/2012. Os dois, inclusive,  já definiram a data para um jogo de apresentação. Ele aconterá, inicialmente, no dia 27 de julho, no Maracanãzinho.

Para a cidade que respira Olimpíada, nada melhor do que revitalizar um esporte campeão, que andava restrito ultimamente ao investimento da Unilever no feminino.

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