Vôlei para 65 mil pessoas. Mas com reclamação



A abertura do Campeonato Europeu masculino, em Varsóvia (POL), foi apoteótica. 65 mil pessoas estiveram no Estádio Nacional para a partida entre Polônia e Sérvia.

Uma atmosfera muito bacana, repetindo o que os poloneses já haviam feito no Campeonato Mundial de 2014.  Me parece um caminho sem volta esse processo de “espetacularização” do vôlei. A Federação Internacional tem oportunidade de atrair os olhos do mundo esportivo/corporativo para seus eventos, possibilita um glamour especial para a transmissão da TV e assim leva o produto para novos públicos consumidores. Pacote completo para buscar mais anunciantes.

O sucesso de crítica, porém, esbarra nas reclamações de jogadores e técnicos. Foi assim em Curitiba durante as finais da Liga Mundial na Arena da Baixada, Estádio do Atlético Paranaense. E o mesmo cenário se repetiu em Varsóvia. Em entrevista ao blog Saída de Rede, o técnico sérvio Nikola Grbic voltou a detonar os organizadores:

– Primeiro foi aquele frio intenso nas finais da Liga Mundial, em Curitiba, ainda por cima com jogos em um estádio de futebol. Agora frio de novo e mais uma partida em um estádio. Será que eles não sabem que, apesar de ser muito bonito e atrair mídia, um espaço desses não é adequado ao vôlei?  – reclamou.

Apesar de ser verão na Europa, as temperaturas na Polônia chegaram a 10ºC durante a semana. Dentro do estádio, chegaram a 14ºC, o mínimo que as regras do vôlei apontam como aceitável. Mas a sensação térmica, pelos relatos de quem esteve lá pessoalmente, era bem menor, algo que presenciei em Curitiba. Aquecedores atrás dos bancos de reservas e bicicletas ergométricas para aquecimento dos atletas nos intervalos viraram centro das atenções.

É preciso encontrar um meio-termo. O sucesso da estratégia só acontecerá se os personagens principais do vôlei forem aliados.



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