Vôlei desenvolverá programa contra a manipulação de resultados



A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou o desenvolvimento de um programa de prevenção para lidar com a manipulação esportiva.

O objetivo da entidade é promover um amplo entendimento sobre os perigos da manipulação e educar todos os envolvidos no vôlei sobre como evitá-lo. Para isso a FIVB fez um acordo com a RC3 e a Partners Consulting, empresas de consultoria e educação com renomados especialistas no campo da integridade no esporte.

Segundo a Federação Internacional, o programa será disponibilizado em breve para jogadores, técnicos, agentes e funcionários licenciados da entidade. Eles serão convidados a preencher um breve questionário e as respostas permitirão que a FIVB avalie a compreensão atual em relação à manipulação. A partir daí o programa de e-learning será adaptado para o vôlei.

– Nossa missão na FIVB é tornar o vôlei o esporte número um do mundo para a família e uma parte fundamental disso é ter jogos emocionantes na quadra e na praia, onde qualquer resultado seja possível. O objetivo do programa de e-learning é promover um entendimento mais amplo sobre os perigos da manipulação de partidas e educar todos os envolvidos no voleibol sobre como evitá-lo. O questionário é importante para nos permitir adequar o programa a nossas partes interessadas e garantir que ele seja o mais valioso possível – disse Ary Graça, presidente da FIVB.

Para a entidade, a introdução do programa é uma abordagem preventiva, com o objetivo de minimizar a ameaça de manipulação em competições futuras e garantir vôlei e vôlei de praia como esportes seguros.

– A manipulação de competições esportivas é um fenômeno perigoso, contra o qual nenhum esporte, incluindo o vôlei, é protegido. Estamos muito satisfeitos em contribuir para os entusiasmados esforços da FIVB em combatê-lo. Estou convencido de que nosso programa e-learning será capaz de fornecer informações adequadas sobre a manipulação esportiva e as possíveis contramedidas que poderão fortalecer a integridade do esporte e a conscientização da família FIVB – comentou Norbert Rubicsek, sócio-gerente da RC3 e da Partners Consulting.

No tênis, um órgão anticorrupção foi criado (TIU, sigla para Tennis Integrity Unit) e já aplicou suspensões em atletas após análise de resultados suspeitos. Aqui você pode ler um texto publicado pelo Alexandre Cossenza sobre o tema.

Toda ação visando deixar o esporte mais limpo é bem-vinda.

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