Vôlei brasileiro de luto



Morreu nesta madrugada, aos 88 anos,  Sami Mehlinsky.

Para os mais novos, acostumados com títulos da Seleção, ídolos e exposição na mídia, é difícil explicar a importância de quem militava no vôlei desde a década de 1940.

Ele foi levantador e disputou o primeiro Campeonato Mundial, em 1956, na França. Viu a carreira deslanchar como treinador. Comandou a Seleção masculina na Olimpíada de 1964, em Tóquio (JAP), na estreia do vôlei na competição.

Passou pelo comando da Seleção feminina, acumulando conquistas continentais.

Em 1992, era o chefe da delegação brasileira na Olimpíada de Barcelona, fazendo parte da conquista do então inédito ouro.

Sami foi o guru de vários treinadores: Bernardinho, Zé Roberto, Radamés Lattari…

Um desbravador, um apaixonado pelo vôlei, alguém que plantou, lá atrás, sementes que foram colhidas décadas depois. Um sujeito respeitado por 10 entre 10 pessoas do esporte. Alguém que o vôlei sentirá falta.

 



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