Vôlei Amil 3 x 2 Unilever: espero uma explicação



Quanto mais reflito, menos consegue entender algumas situações que acontecem no vôlei, principalmente o feminino.

O exemplo da partida desta sexta-feira, em Campinas, foi mais um destes. O Vôlei Amil tinha 2 a 0 no placar (tranquilos 21-15) e abriu 18 a 13 sobre a Unilever no terceiro set. Acabou o jogo, diriam 99% de vocês (eu, inclusive). Errado. As cariocas, com a entrada da Amanda no saque no 18 a 14, viraram a parcial. Não satisfeitas, fizeram 21 a 9 (?!?) no quarto set, forçando o tie-break.

Sinceramente é difícil encontrar uma explicação técnica ou tática que justifique mudança tão radical em uma partida quase decidida. Sim, Amanda é especialista no saque. Concordo e não tiro os méritos dela. Bernardinho acertou na mudança. É uma outra verdade.  O nível das duas equipes é parecido também. OK! O Vôlei Amil relaxou… Mas não se pode parar por aí para arrumar uma tese que sustente tal desvio abrupto de rumos.

E aí que entra, creio, o tal “estado psicológico”, que muita gente não leva tão a sério, mas cada vez mais me parece tão importante quanto os fundamentos ataque, levantamento, bloqueio, defesa e saque. Talvez bloqueio seja uma boa palavra. As jogadoras sofrem um bloqueio mental? A confiança vai para o espaço, elas não conseguem repetir movimentos que já fizeram milhões de vezes na vida, e as rivais, pelo contrário, se transformam em super-heroínas indestrutíveis?

Antes, via tais situações como exceções. Nunca irá acontecer de novo um Brasil x Rússia como o de 2004, em Atenas, já defendi. Atualmente não faço mais tal afirmação.

Esse jogo de ontem é muito representativo para mim. É um tal de 3 a 2 que não foi equilibrado como o placar sugere (peguem como contraponto o jogo entre Brasil Kirin x Kappesberg/Canoas). Em Campinas, nenhuma das parciais teve uma disputa ponto a ponto, com os rivais se alternando na frente.  Mas aí entra a expressão “tudo pode acontecer”. E no vôlei feminino parece que quase tudo pode mesmo. E isso tem dado um charme (talvez essa não seja a palavra ideal) para o vôlei feminino.

Vocês, que acompanham até mais vôlei do que eu, acham o quê?

PS – Em tempo, feliz Dia Internacional da Mulher para todas as leitoras do blog.



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