Vocês anotaram a placa?



25-13, 25-17 e 25-17.

Foram essas as parciais da vitória do Japão diante da Turquia. Sim, as mesmas turcas que venceram o Brasil na estreia levaram uma surra daquelas.

Surpreendente demais até aqui a campanha das donas da casa. Estreia com vitória diante da Rússia e agora essa lavada nas turcas. Por ter China e Bélgica pela frente nas próximas rodadas, elas poderão chegar ao confronto com o Brasil, na última rodada, já campeãs. Imaginem a festa em Tóquio caso isso aconteça…

Impressiona como Masayoshi Manabe está montando sua equipe titular. Na rodada passada, não colocou centrais em quadra, algo que parece uma loucura no vôlei moderno, mas funcionou. Sua opção tática é interessante. Como não tem jogadoras altas, um pré-requisito para o sucesso atualmente, ele aposta na principal característica do vôlei asiático: a capacidade de defender. E assim torna a vida dos rivais em um inferno, já que os ataques dificilmente caem e são necessárias, três, quatro tentativas para se conseguir um ponto. E, como sabemos, neste jogo de paciência, as orientais são campeãs. No ataque, a levantadora Miayshita abusa de bolas de velocidade, outro pilar que o estilo de jogo implantado por Manabe prioriza.

Hoje, contra as turcas, Manabe escalou uma central (Ono). Ela acabou com 11 pontos, ficando atrás de Saori Kimura, ídolo local, e Iuki Ishii, que anotaram 14.

Ainda é cedo para falar em revolução, mas o Japão parece caminhar para tal.



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