Vivo/Minas fecha série. Em Canoas, Sesi sobrevive



A quinta-feira de Superliga começou com mais um equilibrado duelo entre Móveis Kappesberg/Canoas x Sesi, no Rio Grande do Sul, e terminou com o Vivo/Minas eliminando o Medley/Campinas, em BH.

Após 3h, com direito a mais um apagão (até o narrador do SporTV deu uma cornetada ao falar no assunto que está virando recorrente no vôlei), o time de Giovane Gavio sobreviveu na série ao vencer no tie-break, parciais de 25-23, 19-25, 25-23, 18-25 e 15-13.

Prestem atenção na diferença de pontos nos sets vencidos pelo Sesi. Todos no sufoco. Em vários jogos que vi do time, a superação e a experiência de alguns atletas falaram mais alto em momentos decisivos, já que o conjunto ainda deixa a desejar.

Sem Sidão e Tiago Barth, o jovem Aracaju foi escalado como titular no meio e logicamente sentiu o peso do jogo, fazendo apenas quatro pontos.  O companheiro Eder, por sua vez, apareceu bem em momentos-chave do jogo, totalizando 15 pontos (11 no ataque, dois no bloqueio e dois no saque). Ficou atrás apenas de Lorena (19) e Murilo (16).

Já o Canoas deu uma aula de bloqueio com Salsa (oito pontos) e Gustavo (seis). O restante do time colaborou com mais quatro. Mas deixou a desejar na rodada de bola, perdendo alguns contra-ataques. Gostei da entrada de Enoch a partir do quarto set. Ele foi mais eficiente neste jogo do que Minuzzi e Dentinho, os ponteiros titulares. Mas faltou algo à equipe de Paulão. Talvez o time com média de idade mais alta da competição (quase 31 anos) tenha ficado ansioso demais em alguns momentos, já que tinha a chance de conseguir a vaga na semifinal jogando em casa.

Não vi todo o jogo, mas li algumas críticas de Gustavo aos árbitros. A atuação deles comprometeu?

Sobre o terceiro e decisivo jogo, em São Paulo, não arrisco palpite. A série está muito equilibrada.

Em BH, com a transmissão do SporTV entrando já no fim do primeiro set, após o atraso da partida em Canoas, o Vivo/Minas viveu alguns altos e baixos, mas conseguiu carimbar o passaporte para a semifinal.

Olhando os números do jogo, fiquei me perguntando se Rodriguinho e Murilo Radke não usaram pouco dois jogadores em especial: Jurquin e Gustavão. Eles tiveram um altíssimo aproveitamento: o cubano colocou 12 de 17 bolas no chão (70%), enquanto o central pontuou em 13 de 19 ataques (68,4%). Não sou levantador, mas acho que faltaram bolas para a dupla.

Marcelinho foi eleito o melhor em quadra. E concordo com um comentário feito pelo Marco Freitas: aos 38 anos, ele vive a melhor fase, tecnicamente falando, da carreira. Já ajudou demais na campanha do terceiro lugar na temporada passada e está repetindo o alto nível nesta Superliga.

Para equilibrar os duelos com o RJX, o Minas precisará ter Filip saudável. Ele é um oposto que faz a diferença quando está fisicamente bem, além da regularidade de Lucarelli, que me chamou a atenção por algumas defesas incríveis e por ter conseguido controlar muitos saques pesadíssimos.

O que acham desta série semifinal?



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