Visão de jogo: Agora é campeão de tudo



Festa celeste no Mineirinho (Alexandre Arruda/Divulgação)

Festa celeste no Mineirinho (Alexandre Arruda/Divulgação)

Texto escrito para a edição desta segunda-feira do LANCE!, sobre a final da Superliga masculina:

Como definir a temporada de um clube que conquistou o título da Superliga masculina e também da divisão de acesso da competição nacional? Enquanto vocês pensam na pergunta, eu procuro explicar os segredos do sucesso do Sada/Cruzeiro.

Neste domingo, no Mineirinho, com 14 mil pessoas, a vitória sobre o Sesi por 3 a 1 garantiu o bicampeonato (consecutivo) na elite do vôlei nacional. E aqui a primeira explicação para o sucesso celeste: os mesmos sete titulares da temporada 2013/2014 começaram jogando a decisão E seis deles já tem contrato para o próximo ano (falta o central Eder). A manutenção do elenco faz com que o entrosamento seja uma arma poderosa do Sada. O técnico argentino Marcelo Mendez, arquiteto por trás dos títulos cruzeirenses, tem o time na mão. E os jogadores se conhecem por uma simples troca de olhares. E tenham certeza de que não é exagero. Basta reparar na sintonia de William e Wallace.

O ponto crítico do jogo aconteceu no terceiro set e comprova outra qualidade do Sada: a cabeça no lugar em momentos decisivos dos jogos. O Sesi teve 24 a 21 e poderia fazer 2 sets a 1. Mas os mineiros souberam neutralizar Lucão em três ataques seguidos e empataram a parcial.  Quando fecharam em 27 a 25, praticamente selaram a conquista. E olha que estamos falando de um adversário que tinha, além do central da Seleção, jogadores do quilate de Escadinha, Murilo, Lucarelli e Marcelinho. E, para ser justo, cito Theo (20 pontos) e Riad (oito pontos de bloqueio), para mim, os dois melhores do Sesi no jogo.

Para tentar encerrar minha explicação sobre o sucesso do Sada, o cubano Leal merece um capítulo à parte. Como jogo fácil o ponta! Foram 21 pontos, o prêmio de melhor jogador da final e a confirmação da grande diferença que ele pode fazer no ataque e no saque. Nesta segunda-feira, na convocação de Bernardinho para a Liga Mundial, existe a expectativa da presença do nome do cubano. Faz tempo que CBV e a comissão técnica da Seleção discutem o processo de naturalização de Leal. Ele quer. A Seleção quer. E mais: precisa de um jogador com estas características para a Rio-2016.

 



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