Viradaça!



Fiquei até com vontade de iniciar este texto com um palavrão. Mas me contive. Mas a vitória do Brasil sobre a Turquia, neste sábado, no tie-break, até merecia um desabafo.

Sair de 0 a 2 para 3 a 2, em alguns momentos, me pareceu impossível. Mas a Seleção encontrou o jogo que não entrou nas primeiras parciais para conseguir uma vitória que dá moral para a longa caminhada para o título inédito. Talvez, lá na segunda quinzena de outubro, a gente volte a falar do jogo de hoje como um marco para a conquista, na Itália.

Único adversário que conseguiu a vencer o Brasil no último Grand Prix, a Turquia começou a partida da mesma forma que terminou o anterior lá no Japão. Sacando demais, tirando Jaqueline e Fernanda Garay do sério e desestabilizando o time todo. De um lado, nada dava certo. Do outro, um time voando no primeiro set.

Zé Roberto apostou em Gabi na vaga de Garay e o equilíbriou aconteceu até o 22º ponto da segunda parcial. Daí em diante o bloqueio turco apareceu com tudo, fez três pontos seguidos e o placar mostrava um justo 2 a 0 para a equipe de Massimo Barbolini.

Um ponto de saque, outro de bloqueio e o início do terceiro set foi decisivo para mudar o astral do Brasil em quadra. As jogadoras passaram a sorrir, a desconcentração se transformou em luta por cada bola e o jogo começou a fluir. A defesa, que não conseguia levantar bolas, passou a gerar contra-ataques. O bloqueio passou a parar Sonsirma, Seda e Ozsoy. E a virada de bola, antes instável, teve um aproveitamento muito maior. 1 a 2, 2 a 2 e tie-break. Parecia uma virada inevitável após os primeiros pontos do quinto set, quando a Turquia, em um último esforço para se manter viva no Mundial, abriu 8 a 5. Zé Roberto tirou Dani Lins e Sheilla e colocou Tandara e Fabíola. Garay foi para o saque. E os sorrisos voltaram para o lado verde-amarelo. E o placar logo virou para 10 a 8. Gabi ainda entrou para sacar no lugar de Fabiana e ajudou a vantagem a aumentar. Ao voltar as titulares, Zé fez um afago especial em Fabíola, levantadora que foi cortada às vésperas da última Olimpíada e que também teve um desentendimento com a comissão técnica nas finais do Grand Prix. Reconhecimento de que a reserva foi decisiva quando acionada.

Primeira prova, neste Mundial, que o grupo todo pode fazer a diferença.

Que a virada e os 24 pontos de bloqueio sejam um divisor de águas para a Seleção na Itália!

 

 

 

 



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