Virada na estreia brasileira no Grand Prix



A caminhada brasileira rumo ao 11º título do Grand Prix começou com vitória.

Na manhã desta sexta-feira, a Seleção derrotou o Japão, em Bangcoc, na Tailândia, por 3 sets a 1, parciais de 21-25, 25-21, 25-17 e 27-25.

Zé Roberto iniciou a competição com Dani Lins, Joycinha, Fernanda Garay, Gabi, Juciely, Barbara e Camila Brait como titulares. A formação escolhida para suprir as ausências de Fabiana, Thaisa, Jaqueline e Sheilla, provável quarteto titular na Olimpíada, teve dificuldades no início do jogo, principalmente na recepção. Sem a bola nas mãos de Dani Lins, as jogadas rápidas pelo meio foram raridade, facilitando o trabalho do sistema defensiva japonês. Para complicar ainda mais, o time asiático teve um bom aproveitamento no ataque, com Nagaoka e Saori. Mesmo com o bloqueio pontuando na parcial (5 pontos), o Brasil saiu em desvantagem.

Na volta para o segundo set, com o passe mais regular, o Brasil conseguiu tomar o controle das ações. Com Joycinha bem na virada de bola, o time viu Garay e Gabi também crescerem, facilitando as ações. Uma mudança no fim da parcial também fez a diferença. Carol entrou no lugar de Barbara, pontuando no block e no saque. No terceiro, a superioridade foi ainda mais latente, impedindo qualquer chance de reação do Japão.

No quarto, porém, o time brasileiro voltar a errar bastante, desta vez também no ataque. O Japão se aproveitou, abrindo vantagem de cinco pontos. Zé Roberto colocou Monique na saída, conseguindo a virada depois do segundo tempo técnico. O bloqueio, fundamento com maior diferença de desempenho entre os dois times no jogo (17 a 6), também entrou em cena. O Brasil chegou a abrir 23 a 17, mas ainda teve tempo de sofrer um apagão, com o Japão empatando após seis pontos seguidos. Mais sofrido do que parecia, o set terminou em 27 a 25, com outro ponto no block.

Neste fim de semana,  a Seleção volta a atuar diante de Sérvia e Tailândia, que abriram o grupo com vitória das asiáticas. Preparem-se para as próximas madrugadas…



  • @alcidesxavier

    Coloca emoção nisso!!! Difícil de assitir o 1º tempo, Dani imprecisa na ponta, o time todo afobado, parecia que a bola estava quente. Mas depois o time foi se acertando, não gostei de ver Adenízia bancando, francamente ela tem bola pra jogar de titular! Monique entrou bem e resolveu quando acionada. Brait dominando o fundo de quadra. Bom teste para um grupo novo e diferente, digamos.

  • Rafael Silva

    Gente como a Dani Lins levantou bola errada hoje,tanto no meio quanto nas pontas,misericórdia,da um desconto por ser inicio de competição mas foi bem ruim.Garay foi muito ruim na recepção, que acontece que essas jogadoras parece que não consegue aprender a passar nunca? Pelo menos rasoalvemente,Juciele e boa central apesar da estatura, foi bem no jogo.
    Gabi foi bem sofreu com a marcação pq a Garay não teve bem e as jogadas de meio foram escassas, melhoraram bastante com a entrada da carol,Joyce alterna entre momentos bons e erros bisonhos.segue a competição pra jogar contra servia.

  • jose herbert arujo

    Que maravilha! Como o vôlei é um esporte dinâmico, né mesmo?não para. Nem bem termina a temporada de clubes, já se inicia a de seleções, e em grande estilo: liga mundial, grand prix e o mundial de vôlei de praia. Jogos acontecendo em várias cidades ao redor do mundo. Para os amantes do vôlei, assim como eu, um prato cheio.

  • JSG

    APÓS VER O JOGO CONSTATEI TRÊS PONTOS IMPORTANTES:
    – DANI LINS FOI IMPRECISA EM VÁRIOS MOMENTOS, TANTO NAS PONTAS QUANTO NO MEIO;
    -BÁRBARA DE CENTRAL NÃO FOI BEM. TÁ NA HORA DE COMEÇAR A TESTA-LA DE OPOSTA( COMO SE DESTACOU NA ULTIMA SUPERLIGA). CAROL ENTROU E MUDOU O JOGO. ELA JOGOU DOIS SETS E PONTUOU EM SAQUE, ATAQUE E PRINCIPALMENTE NO BLOQUEIO;
    -NÃO DÁ PARA O BRASIL JOGAR COM DUAS PONTEIRAS IRREGULARES NO PASSE. O CORRETO SERIA USAR AS “PONTAS DE DEFINIÇÃO” (GABI, GARAY OU NATÁLIA) AO LADO DE UMA “PONTA DE PREPARAÇÃO” (SUELLE, MARI PB OU JAQUELINE, ESTA ULTIMA TITULAR INCONTESTAVEL NA EQUIPE PRINCIPAL).

    • Fernando

      Isso daí já é fato há anos, de maneira nenhuma o jogo dá certo com Gabi, Garay e Natália em quadra ao mesmo tempo (dupla), é fundamental uma passadora boa e com fundo de quadra (Jaqueline, MP ou Suelle).

      Principalmente em jogos contra os Estados Unidos, depois dá naquela aberração de semi-finais contra os Estados Unidos, em que elas anularam as centrais e saída, só na base do saque rs, e sem os jogos contra a Turquia que são sempre um sacrifício e show de horrores no passe.

  • SOARES

    Foi um bom teste. O Japão escalou sua equipe principal. Com a Dupla Saori Kimura/ Nagaoka como destaques. Koga é muito talentosa e tem apenas 20 anos . Gostei muito dessa garota.
    Se eu fosse o Zé Roberto tentaria uma equipe diferente pra enfrentar a equipe reserva da servia. Tentaria algumas modificações:
    Brait(Lib); MacrisLev);Carol e Jucy(cent): Natalia e Mari PB(pont) e Barbara(de oposta). A hora de fazer testes é agora.
    Em minha opinião Jucy, Carol e Brait foram as melhores do jogo.

    • Fernando

      A Servia vai escalar as reservas contra o Brasil?

      • Soares

        Para essa etapa a Servia levou apenas a líbero titular: Cebic. Ognocevic(desculpe se errei na escrita, a levantadora). A central Rasic, a ponta Mihajlovic e a oposta Boscóvic nao estao disputando essa etapa. Acho a Nicolic tbm näo(essa näo tenho certeza. Até POR isso nao me surpreendi quando vi a derrota da servia Para a thailandia.

  • Edu

    E preciso dar um relativo desconto ou ser necessariamente bastante isento para avaliar esse retorno da seleção feminina em competições oficiais após oito meses de intervalo.Se modificou o grupo pelas lesões e pedidos de dispensa.Aliado ao acumulo de competições entre Pan, mundial sub 23 e Grand Prix. Fora o período de viagem e aclimatação pelo fuso.Do que vi foi uma grande incidência de erros pelo desentrosamento inicial do grupo novo e algumas jogadoras com enormes tiras de bandagens fisioterápicas pela intensidade dos treinamentos.Quem agradou, Dani Lins (melhor jogadora na minha opinião),Brait e Carol (principalmente num bom timing de bloqueio.Quem foi ok,Garay( apesar da insistência de cortar para baixo em certas ocasiões)Gaby,Juciely. Joycinha fica naquele meio termo e um recorrente questionamento como uma jogadora com tantos atributos para o vôlei como altura e fenótipo pode apresentar uma performance no limite da boa vontade.Quem não foi bem, Barbará, estranhamente atuando de central quando jogou uma temporada próxima da completa jogando de oposta. E Monique que não conseguiu decidir quando solicitada.Indiretamente, já que não entrou em quadra, Adenizia entra nesse critério colocada que foi num time misto como quarta opção como central mesmo vergando uma medalha de ouro olímpica no currículo. Gostei também de ver um grande mestre como Hairton Cabral fazendo parte dessa comissão técnica.

    • Fernando

      Segundo a Joycinha explicou em entrevista recente, ela está com dificuldades de jogar com bolas baixas e rápidas nas pontas, está se entrosando, já que no voleibol Russo e Koreano ela estava acostumada com bolas altas e lentas, assim ela tinha tempo de saltar, se posicionar e atacar. Se quiser se firmar terá que ir se adaptando ao sistema de jogo brasileiro. Tomara que ela consiga, e concordo com o ZRG, tem que dar rodagem para a Joycinha. A Monique tem um estilo de jogo muito parecido com o da Sheilla, e todo mundo sabe que o ZRG não gosta de figurinhas repetidas na seleção.

    • Fernando

      O problema da Joycinha é de entrosamento, não adianta levantar bola espetada, curta, baixa para ela, que ela vai enfrentar bloqueio, ou se espetar vai ser balão, tem que ser aquele levantador igual as Russas e as Americanas fazem. Por mais que ela tenha jogado na Korea, não era para ela estar tão limitada no ataque.

  • Alex Lima

    Ponto positivo: A virada.
    Pontos negativos: Duas ponteiras imprecisas no passe e somente de bolas rápidas (falta ponteira de bola alta qnd o passe não sai).
    Uma oposta de verdade. Joycinha continua sendo Joycinha (toco ou balão).
    Uma levantadora que saiba resolver situações adversas. Jogar com bola na mão, com passe perfeito é fácil. Ficar nervosa e jogar jaca o tempo todo não da!!!!

    Enfim… Vitória pelo menos, mas queria uma Garay e/ou Gabi com uma Mari Paraíba pra segurar o passe.

    Obs: Que falta faz a Jaqueline pra seleção!!!!

    • Fernando

      Concordo, uma jogadora de bolas altas para resolver as jacas, estilo a Kosheleva, seria o ideal para o Brasil, mas sem chance. O ZRG, tinha que adaptar as levantadoras a levantarem bolas altas na saída para a Joycinha, ela é acostumada a bolas altas, e não bolas rápidas e baixas, a mobilidade dela não ajuda.

    • Bernardo

      Temos q começar a rezar, pq se a Jaque se machucar adeus passe. É a única ponteira brasileira q faz as centrais jogarem.

  • Murilo

    Parabéns Carol!!! A vaga de titular é sua, podem até testar formações diferentes, mas você mostra a que veio. Parabéns

  • fhabyo Silva

    Carol entrou e mudou o jogo. É impressionante o tempo de bloqueio que ela tem. A se ela tivesse pelo menos 1,90.

  • Bernardo

    Constatações foram feitas neste jogo. Bárbara deve ser utilizada como oposta, de central não contribuiu muito. Joycinha não foi bem, isso que era contra o Japão. Não serve para ser reserva da Sheilla. Gabi parece a Kosheleva só que sem o ataque da russa, não acerta um passe. Garay tb não foi bem no passe. A Dani teve que fazer mágica e a Carol mostrou que é a terceira central da seleção, a frente de Jucieli e Adenízia.
    Meu time para os dois próximos jogos: Dani, Natália, Brait, Carol, Adenízia, Mari Paraiba e Garay. Os próximos jogos devem ser fáceis, até pq a Thailandia é fraca e a Sérvia tá com um time C.

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