De virada, Brasil segue vivo no Grand Prix



O Brasil ainda respira no Grand Prix. Nesta quinta-feira, vitória de virada sobre a Holanda por 3 sets a 2, parciais de 25-27, 25-23, 22-25, 25-22 e 15-11, em Nanjing, na China.

Para confirmar a classificação para as semifinais, o time verde-amarelo torce para as chinesas derrotarem nesta sexta-feira as holandesas por qualquer placar. Assim estará classificado em segundo lugar no grupo e sem a necessidade de fazer contas com a calculadora. Na outra chave, Sérvia e Itália se garantiram antecipadamente após vencerem os Estados Unidos por 3 a 2 e 3 a 1, respectivamente. Farão duelo pela liderança amanhã.

Tecnicamente o jogo foi bem abaixo da capacidade das duas seleções. Aparentemente um reflexo da pressão presente nos dois lados da quadra, com a obrigação de vitória para seguir com chance de classificação para as semifinais. Assim o ritmo do duelo foi ditado pelos erros. Em certos momentos o passe esteve sofrível dos dois lados. Encaixar um bom saque era quase certeza de ponto.

A instabilidade emocional e técnica fez também com que Brasil e Holanda conseguissem marcar muitos pontos em sequência. No segundo set, por exemplo, a equipe verde-amarela abriu 6 a 0. Na sequência, levou seis pontos seguidos e a Holanda empatou. Então o Brasil “retomou o ritmo” e marcou quatro vezes para abrir 10 a 6. As holandesas vieram e fizeram três pontos seguidos… No quarto set, a Holanda abriu 13 a 11 e rapidamente se viu atrás: 16 a 13. Uma verdadeira montanha-russa no quesito instabilidade.

– A gente não pode ter esses altos e baixos. Temos de trabalhar para acabar com isso – admitiu Tandara, ao SproTV, após o jogo.

O passe, mais uma vez, complicou bastante a Seleção. Roberta e Macris, que entrou no segundo set e jogou parte do terceiro, correram muito atrás da bola para empinar bolas altas nas pontas. Com esse jogo previsível o bloqueio e a defesa holandesa agradeceram. Nem sequer a líbero Suelen teve uma performance aceitável no fundamento.

A capitã Natália também teve individualmente uma atuação bem abaixo do que pode e do que precisa para fazer essa renovada Seleção funcionar. Tandara foi a maior pontuadora brasileira com 24 acertos, seguida de perto por Rosamaria, com 22. Justo citar também a entrada da central Bia, a partir do quarto set, passando a tocar muito no bloqueio e a pontuar algumas vezes. Terminou com seis pontos, quatro deles no block.

Plak, atuando na saída de rede neste Grand Prix com a ausência de Sloetjes, foi a bola de segurança de Djikema, terminando a partida com 27 pontos.

A elogiar a atuação com poucos erros no tie-break, momento em que o Brasil conseguiu controlar as ações do início ao fim. O volume de jogo cresceu e o contra-ataque pontuou.

O Grand Prix vai deixando várias lições para o Brasil na primeira grande competição do ciclo olímpico Tóquio-2020. Uma delas, aprendida hoje, é saber lidar com a obrigação de vencer uma partida decisiva.

 



  • Michel Pereira

    Agora é torcer muito para que as chinesas não entreguem o jogo pra Holanda. A renovação é necessária mas é sofrível ver os levantamentos e falta de criatividade nas jogadas de Roberta, o passe sofrível de Suelen e a instabilidade da eterna promessa/jogadora de clube Natália.

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