VÍDEO: O vôlei de 50 anos atrás



Como era o vôlei em 1964, na Olimpíada de Tóquio?

Vale a pena gastar 15 minutos de sua vida para ver como foi a estreia olímpica da modalidade.

Quem está acostumado como jogadas velozes, muita pancadaria, vai estranhar bastante. Alguns momentos dos jogos parecem estar em outro ritmo, uma rotação diferente. Mas esse é o charme de um tempo romântico, amador, que não volta mais. E mostra como a evolução técnica foi grande até hoje.

 



  • Aline

    Juliana foi cortada pelo técnico Marcos Miranda da recém-criada “Seleção Brasileira de Vôlei de Praia pela CBV” e deixada de fora do Circuito Mundial sob a justificativa de não comparecimento à apresentação oficial da seleção, no final de 2012, apesar de a falta ter sido justificada por Juliana em um e-mail encaminhado à CBV. A incoerência e a intolerância demonstrada no corte da então recentemente criada seleção impedia que ela treinasse ao lado de sua parceira Maria Elisa.
    Depois de quase seis meses fora dos planos da CBV, foi reconvocada e, novamente, cortada por criticar publicamente o novo sistema de seleções de vôlei de praia implantado desde o início de 2013. Única atleta convocada disposta a assumir publicamente sua insatisfação, Juliana foi extremamente prejudicada financeiramente e psicologicamente por ser impedida de disputar qualquer competição mundial em 2013.
    Juliana expôs sua insatisfação com o sistema implantado pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para a temporada 2013 do Circuito Mundial. Sem comunicação com a comissão técnica, a santista se via à deriva e acreditava que seu desempenho em quadra estaria comprometido:”- Eu não tive preparação, porque esse ano foi de muitas indecisões.Eu não sabia para onde eu ia, e acabou que isso atrapalhou muito a minha preparação e com certeza vai me atrapalhar durante o ano. Mas é um novo que a gente esta sendo obrigada a aprender.(…) Não dá para ter expectativa. Não sei quem é a minha parceira, não sei como é que vou jogar. Não tenho expectativa alguma. Eu soube por terceiros que vou jogar a etapa da Holanda. A comissão técnica não me falou nada. Até então a Ágatha jogava com a Maria. Não sei com quem a Maria joga, não sei com quem eu jogo. Está tudo muito estranho, muito difícil para mim.” “Mas aqui é tudo uma incógnita. Ninguém sabe nada, ninguém vê nada, ninguém fala nada. É surdo, cego e mudo.” “Como eu sempre disse, a ideia da seleção é válida. Como está sendo, aí somos nós as cobaias para ver se vai dar certo ou não. (…) Eu acho que, da forma que a seleção se encontra, os jogadores são peças de xadrez. Quem joga é a comissão técnica.”
    Após uma década de trabalho com o técnico Reis Castro, Juliana encarava uma realidade completamente diferente daquela a que estava acostumada. Em vez do trabalho exclusivo que desenvolvia em um centro de treinamento próprio em Fortaleza, a santista dividia as instalações do Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema, com outras 11 atletas da seleção feminina de praia, além dos atletas masculinos da areia. A bloqueadora não se adaptava ao sistema de rodízio de técnicos e parceiras durante as atividades. Sem medo de expor suas opiniões, Juliana revelou que a amizade e a parceria com Maria Elisa foi um dos principais fatores para que ela encarasse o desafio, mas que se via à deriva.
    Como Juliana mesmo já afirmara em declarações passadas, não seria o dinheiro das competições que a faria ficar “calada”. Situação complicada para alguns atletas mais novos, que ainda precisam fazer “seu pé de meia” e que, por conta disso, preferem seguir submissos às regras. Dona de vários títulos mundiais, pan-americanos, brasileiros, e de um bronze olímpico e eleita várias vezes Melhor Jogadora do Mundo, valeria a pena se omitir para continuar tendo a chance de competir internacionalmente?
    Neste caso, Juliana acabou fazendo um bem maior para a modalidade do que para si própria. Ao praticamente assinar a sua desconvocação, ela fez com que toda a imprensa fosse obrigada a mostrar que alguma coisa, pelo menos, parece não estava funcionando bem em Saquarema.
    Enfim, Juliana teve a oportunidade de expor para todos que a ideia de seleção é mal gerenciada, arbitrária e ditatorial. Se, como principal jogadora brasileira em atividade, a atleta sofrera esse tipo de represália, o que poderia ser feito com seus colegas de profissão?
    O clima vinha ficando tenso também entre profissionais de vôlei de praia de outros países e a Federação Internacional de Vôlei (FIVB). Liderados pela tricampeã olímpica Walsh que vinha se mantendo muito preocupada com o futuro do vôlei de praia, os jogadores questionaram, entre outras coisas, a extinção do qualifying (classificatórias entre duplas piores colocadas no ranking) e o novo método de convocação dos atletas pelas confederações nacionais. O critério, que antes de baseava num ranking internacional de duplas, passava em levar em consideração a lista de escolhidos pelos técnicos das seleções de vôlei de praia de cada país.
    Nos Estados Unidos, por exemplo, que sempre teve Walsh como a principal estrela do vôlei de praia, caso a confederação decidisse não convocá-la, ela estaria impedida de defender o país em etapas do Circuito Mundial ou até mesmo nos Jogos Olimpícos do Rio de Janeiro. No Brasil, a mecânica era a mesma. Exceto os convocados no final de 2012, nenhum outro atleta terá direito de competir internacionalmente: Harley, Benjamin, Márcio, Fábio Luiz, Billy, Juliana, Ágatha, Vivian (Rainha da Praia 2012 e vice 2013) e tantos bons nomes estavam fora dos planos da CBV e deveriam passar boa parte do ano parados, sem ter o que jogar.
    Entre os atletas brasileiros, poucos se arriscam a comentar o assunto, já que a maioria temia o risco de represálias. Os poucos que falam, mesmo que em “off”, eram veementemente contra as mudanças.
    Até Isabel, mãe de Maria Clara, Carol e Pedro Solberg, todos na lista da seleção, desabafou: “O circuito tem um ranking que é justo. Qual é o critério agora? Ninguém sabe. Acabaram com a meritocracia. Hoje me sinto desconfortável de pertencer a este esporte”, disse à Folha.
    A partir de Maio de 2014, o sistema de seleções de vôlei de praia acabou por mudar com o fim da obrigatoriedade da utilização do Centro de Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema-RJ. Todos os funcionários que compunham o quadro das comissões técnicas foram dispensados, inclusive o treinador Marcos Miranda. As jogadoras não mais se apresentariam em Saquarema, mas, se quisessem fazer a preparação lá com as suas comissões técnicas, a entidade podeira ceder a estrutura. Com isso, a CBV retomou o antigo modelo, no qual os atletas bancavam suas próprias comissões e utilizavam centros regionais para treinar. Pelo sistema que vigorava até 2012, os atletas tinham liberdade para escolher os próprios parceiros. As duplas mais bem colocadas no ranking se classificam para as Olimpíadas. Os jogadores ficavam responsáveis por conseguir patrocínio, pagar as comissões técnicas e arcar com os gastos das viagens. De acordo com o modelo de seleções, os técnicos da CBV determinavam as duplas que representam o Brasil em competições internacionais.
    Juliana voltou em 2014 ao Circuito Mundial com sua parceira Maria Elisa e com muita vontade de recuperar o “tempo perdido” no qual foi injustamente impedida de competir, ganhando o título do Circuito Mundial-2014:”Agradecemos a toda torcida, nossas famílias, amigos, enfim, por tudo que fizeram, toda a energia fundamental que nos passaram. Começamos o ano do zero e terminamos como melhores do mundo, não foi fácil, mas estamos muito satisfeitas e podem ter certeza que já muito bem preparadas para 2015 e 2016″, disse Maria Elisa.

  • Fernando

    Uma coisa percebi, precisamos de levantadoras de 1964 urgenteeee

  • Aline

    Dá pra perceber que em 1964 o pessoal era mais clássico e DOMINAVA MELHOR OS FUNDAMENTOS QUE AGORA!!!
    Não vi tanta gente QUINANDO PASSE, NEM COMETENDO DOIS TOQUES HORROROSOS como as Donas KOSHELEVA, NATÁLIA e muitas outras por aí vem fazendo…
    Adoro esse sistema de jogos de ida e volta que é ADOTADO NA EUROPA e o GOLDEN SET serve como DESEMPATE caso necessário.
    Totalmente DESNECESSÁRIO play-offs com 3, 5 ou até mesmo 7 JOGOS: ISSO É UM EXAGERO, MUITO CHATO MESMO!!!
    Acabamos de COMPROVAR que um CAMPEONATO COM EXCESSO DE JOGOS como foi o MUNDIAL MASCULINO E O FEMININO se PERDE, SE TRONA CHATO, MASSANTE.
    O MELHOR SISTEMA é ESSE MESMO DE 2 JOGOS: UM DE IDA E OUTRO DE VOLTA somente!
    Porquê?
    Agrada as torcidas das 2 equipes em disputa, que podem ver seus times jogando em casa, fica mais emocionante, sem se tornar CHATO E REPETITIVO DEMAIS!
    Acredito na VIRADA DO SESI: GO SESI!!!

    • Danilo

      Não quinavam, mas olha a potência do saque. A palavra correta é “maçante”.

      • Fernando

        Dani, até sacos fraquíssimos são quinados aqui no Brasil, Natália sabe bem do que estou falando.

  • Walber

    Bom dia Daniel!!
    Cara nesta temporada vai ter a Copa do Brasil de Volei?
    Ninguem toca neste assunto, e o jogo das estrelas??

    Abs

    • Daniel Bortoletto

      só deus sabe, meu caro

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