Coluna: A vida como ela é no esporte brasileiro



Coluna Saque publicada neste domingo, 9 de outubro, no LANCE!.

A esperada ressaca olímpica do esporte brasileiro após a Rio-2016 não atinge apenas as modalidades pouco conhecidas ou sem grandes resultados internacionais. Veja o caso de José Roberto Guimarães, treinador com três medalhas de ouro em Olimpíadas com o vôlei (1992 com o masculino e 2008 e 2012 com o feminino).

Com o contrato renovado com a CBV para mais um ciclo olímpico, ele tenta agora montar o projeto de uma nova equipe feminina para disputar, inicialmente, a Taça de Prata, competição prevista para acontecer no fim de outubro e que garante vaga na Superliga B, a segunda divisão nacional. Após dezenas de encontros com prováveis patrocinadores, Zé Roberto ainda não conseguiu encontrar quem se disponha a bancar o time. Ele tem, por enquanto, apenas o apoio da prefeitura de Barueri, que cederia o ginásio para as partidas e arcaria com alguns custos, como uniformes e material de jogo. Então qual a solução? Caso nenhum patrocinador apareça ele pode montar um time com jogadoras e integrantes da comissão técnica que estejam desempregados. Todos assumiram o risco de jogar de graça, recebendo apenas se algum apoiador aparecer no meio do caminho.

Zé Roberto e Radamés Lattari, novo diretor de Seleções (Marcelo Dias/CBV)

Zé Roberto e Radamés Lattari, novo diretor de Seleções (Marcelo Dias/CBV)

– Estamos falando com algumas jogadoras, mas sem fazer falsas promessas. Se houver adesão podemos começar sem dinheiro, na base do comprometimento. É preciso sair da inércia, começar a se mexer. Hoje estão todos parados. Deste jeito já seria um pouco melhor do que nada – disse.

Não deixa de ser algo corajoso por parte dele e de quem mais aceitar o desafio. Mas também escancara a dificuldade de fazer esporte no Brasil. Se alguém como Zé Roberto, com todo o currículo e história no esporte, sofre para montar um time, imagine o drama de outros Zés ou outros Robertos para levantar um projeto país afora?



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