Vendo os pênaltis do Brasil com Zé Roberto



Quando Thaisa fechou, de bloqueio, o jogo entre Brasil x Coreia, no Maracanãzinho, as quartas de final do futebol caminhavam para os pênaltis. Texto do vôlei no ar, hora de fechar o tempo real, guardar o laptop e partir para a zona mista, o local das entrevistas.

Instantes depois de chegar ali, as primeiras jogadoras começam a passar. Gabi é a primeira a ser entrevistada por meia dúzia de jornalistas de jornais ou sites brasileiros.  Depois vem Sheilla, que é interrompida pela coreana Kim, que cochicha na orelha da brasileira: “Fale bem da Coreia e de mim”. Espírito olímpico em alta entre as adversárias.

Depois é a vez de Natália, melhor jogadora do Brasil na partida. Depois vem Fernanda Garay, questionada sobre o próximo jogo com a Rússia. Atuando no país europeu, ela é amiga de Goncharova e Kosheleva, as craques do rival do Brasil no domingo. Tema para outra matéria.

E, enquanto ela fala, passam Fabíola, Dani Lins, Thaisa, Juciely, Jaqueline, Léia… A capitã Fabiana é a última a parar e falar com a imprensa. Está felicíssima por ter feito uma defesa com o braço esquerdo. “Foi a primeira vez na carreira”, brinca.

Falta somente Zé Roberto Guimarães. Enquanto ele atende as TV´s e os fãs ainda na quadra com a paciência de sempre, alguém lembra de Brasil x Austrália, no Mineirão. Vou olhar no celular e já está 2 a 2 nos pênaltis. Leandro Carneiro, repórter do UOL, resolve tirar o laptop da mochila e encontra a transmissão em tempo real, com imagens. E aqueles jornalistas, já reforçados por alguns voluntários que trabalham na zona mista, começam a acompanhar o restante da disputa.

Técnico atento nas cobranças de pênalti (Foto: Daniel Bortoletto)

Técnico atento nas cobranças de pênalti (Foto: Daniel Bortoletto)

Antes de cada batida, gritos. São as jogadoras da Seleção de vôlei no vestiário também acompanhando e com menos delay. Após Marta perder o pênalti, Zé Roberto começa a caminhar em nossa direção. Ao ver que todos acompanhavam os pênaltis, aperta o passo e se junta ao grupo de torcedores, já que ali ninguém mais tinha profissão.

E o técnico deu sorte! O Brasil vence a Austrália por 7 a 6. Nós não precisamos esperar pela imagem de Bárbara defendendo a cobrança de Kennedy. A explosão nos vestiários do Maracanãzinho pôde ser ouvida à distância. Sabíamos que a vitória era verde-amarela. O tão sofrido futebol feminino estava na semifinal olímpica. Zé ainda olha fixo para a tela do computador, vendo a comemoração no gramado do Mineirão. E se diz aliviado, principalmente para não ver Marta ser tratada como vilã.

Com todos ali felizes, começa a entrevista com o tricampeão olímpico, que segundos atrás era apenas mais um torcedor.

Viva as Olimpíadas!

 

 



  • Daniel Bortoletto

    a decisão será da TV. não faço ideia dos horários, pois depende de grade, outros eventos, etc

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