Veja quem votou a favor da manutenção do ranking



A CBV acaba de matar a curiosidade de muita gente, ao divulgar como os clubes votaram na reunião que decidiu por não acabar com o ranking dos atletas.

Escrevi, no início da semana, sobre essa sugestão dada pela entidade e que não foi aceita pela maioria. A repercussão sobre a decisão foi grande, principalmente entre os próprios atletas, que fizeram protesto nas redes sociais. Muitos deles defendiam o fim do ranqueamento, proposta derrubada pela maioria dos clubes.

Na mesa, estavam três opções:

1) Acabar com a pontuação dos atletas e também com a limitação no número de estrangeiros

2) Ter o ranking apenas para limitar atletas com pontuação máxima (7) e estrangeiros, acabando assim a pontuação total por equipes

3) Manter o ranking, diminuir de três para duas atletas “7” por clube no feminino e aumentar a pontuação total por time: 32 para 43 entre as mulheres e 32 para 40 entre os homens.

Para saciar a vontade de vocês, os votos:

FEMININO (placar final de 6 a 3)

MOLICO/NESTLÉ – ter o ranking com limitações de 7 pontos e estrangeiras

SÃO CRISTÓVÃO SAÚDE/SÃO CAETANO – ter o ranking com limitações de 7 pontos e estrangeiras

UNILEVER – manter o ranking

BANANA BOAT/PRAIA CLUBE – manter o ranking

DECISÃO ENGENHARIA/MINAS– manter o ranking

VÔLEI AMIL – ter o ranking com limitações de 7 pontos e estrangeiras

PINHEIROS – manter o ranking

BRASILIA VÔLEI – manter o ranking

SESI – manter o ranking

MASCULINO (5 a 3)

SÃO BERNARDO VÔLEI – ter o ranking com alterações no atual

KAPPESBERG/CANOAS – ter o ranking com alterações no atual

SESI – ter o ranking com alterações no atual

BRASIL KIRIN – manter o ranking atual

SADA/CRUZEIRO – manter o ranking atual

VIVO/MINAS – manter o ranking atual

MODA/MARINGÁ – manter o ranking atual

RJ VÔLEI – manter o ranking atual

 



  • Paulo

    Interessante que o SESI-SP votou de forma diferente nos dois naipes, dá para perceber que a decisão pendeu para o lado que traria mais benefícios ao clube, não ao vôlei em geral. Louvável a atitude do SC, SBC e Canoas que votaram em um proposta que os prejudicariam pelo baixo orçamento que possuem, mais pensaram no bem maior.

  • Carlos

    O que rola nos bastidores é que havia um complô para prejudicar Osasco, meio óbvio já que a reunião com os OITO primeiros classificado e consequentemente garatidos na próxima SL teve a presença do Minas (12°) apenas para votar contra, enquanto o Bernô (10°) não teve direito a voto já que seria a favor do time paulista. Ambas equipes estavam ali para a votação do masculino, um foi recebido de tapete vermelho e o outro bateram a porta na cara.

  • Carlos

    Vi muita gente interpretando esses dados de forma errada, segue em uma forma simplificada:

    Propostas:

    1) Acabar com o ranking;
    2) Limitar apenas o número de jogadoras 7 (3) e estrangeiras (2) (não existe mais somatória da equipe);
    3) Manter o ranking atual e diminuir o número de jogadoras 7 para 2.

    Votos:

    1 = Nenhuma equipe (0,votos)
    2 = Molico, São Caetano e Amil (3 votos)
    3 = Praia Clube, Minas, Pinheiros, Brasília, SESI-SP, (5 votos)

    • Mateus

      Carlos, faltou incluir a Unilever nos que votaram conforme item 3.

      • Carlos

        Valeu Mateus, segue corrigido:

        Votos:

        1 = Nenhuma equipe (0 votos)
        2 = Molico, São Caetano e Amil (3 votos)
        3 = Unilever, Praia Clube, Minas, Pinheiros, Brasília, SESI-SP (5 votos)

  • Bernardo

    Esse ranking só prejudica o volei nacional, ao inves dos melhores jogadores estarem aqui eles acabam saindo por falta de opção.

  • Mateus

    Por essas e outras que o vôlei nunca conseguirá se equiparar ao futebol. Curioso é ver o Minas e o Pinheiros (feminino) votando a favor. No passado, quando tinham bons patrocinadores, será que sugeriram tal “reforma”? DUVIDO! Fim a esse ranking babaca que limita os bons jogadores de mostrarem teu talento no país que nasceram. Ano passado Osasco tinha a seleção e ganhou? NÃO! Então parem de chororô e deixem quem tem dinheiro contratar quem quiser. Os outros que corram atrás.

  • Edu

    Cara, que jogador esta fora do Brasil atualmente POR FALTA DE OPÇÃO? tem alguns anos que nosso principais jogadores estão aqui. Esse ano alguns tiveram que ir pra fora durante o campeonato, por uma questão totalmente financeira. Eu entendo a reclamação, mas nao é o que acontece na pratica. Se algum jogador importante esta fora do Brasil a questão é meramente financeira,de escolha. E qdo for assim, ele vai escolher sair tendo ranking ou nao. Vou trazer O Dante de exemplo. Saiu do Brasil com proposta oficial do Sada, teia mercado aqui e ainda assim, foi pra fora. Então nao vamos culpar o ranking por tudo.

    • Liz

      Garay acabou de falar que tem proposta interessante do Brasil e de fora, mas tem que esperar o ranking sair para poder começar a ponderá-las. Realmente, esse ranking não influencia em nada.

      • Edu

        1 jogadora. Insisto que esse alarmismo nao condiz com a realidade que vemos nesses anos todos de ranking. E ainda assim, se essa proposta for do osasco, único time que realmente nao caberia provavelmente.

  • Erickson

    Daniel, bom dia. Gosto muito do seu blog.
    Vc assistiu à entrevista do LIZIOMAR? Pelo que li nos sites, ele disse que OSASCO votou contra o ranking, defendendo o direito constitucional de ir e vir das atletas. No site da CBV consta q OSASCO votou a favor do ranking. Como explicar isso?

    • Liz

      Leia o comentário do Carlos e o complemento do Matheus. O único mistério aqui é o que o 12º colocado estava fazendo em uma votação restrita aos 8 primeiros.

      • erickson

        Pra mim, já é um indício de que o MINAS (FEMININO) irá jogar a próxima temporada (pela história, pois participou de todas as competições e pela segurança de que o projeto continuará, uma vez que não tem patrocinador louco que de uma hora pra outra retira o patrocínio no meio da temporada).

      • erickson

        Mas olha: segundo alguns blogs (p.ex., melhordovolei), o OSASCO votou CONTRA O RANKING. Olhe o comentário:
        “Técnico do Molico Osasco, Luizomar de Moura foi bem ponderado na hora de comentar o ranking. “Eu estou tranquilo para falar sobre o ranking, pois nossa equipe votou pelo fim do ranking. Eu acho que o ranking já teve seu propósito, mas hoje ele não é determinante. Tirar o direito das jogadoras de ir e vir não é legal, mas se essa é a regra, somos voto vencido, vamos continuar trabalhando. Teoricamente teríamos mais uma jogadora com 7 pontos, a Jaqueline, mas quando terminar a temporada, a gente vê o que vamos fazer.””

        • Carlos

          Na opção 2 o ranking também não existe, algumas jogadoras seriam classificadas como 7 e haveria um limite de quantas atletas desse nível uma equipe poderia ter, além de um número máximo de estrangeiras. Todas as outras jogadoras não seriam pontuadas, logo não haveria isso de limite de 43 pontos por equipe.

  • Eu concordo com o Edu em partes,não é o ranking que esta fazendo os jogadores saírem do Brasil para jogar no exterior,pelo menos não no masculino ,agora no feminino o ranking já está interferindo sim!

  • Osmar Cordeiro

    Minas no feminino não ficou entre os 8 e teve o direito ao voto ? Força política ? Tradição ? Dinheiro ? O critério que usaram para a Copa Brasil Feminina que utilizaram a classificação do ano passado ( com Minas e Rio do Sul ) para a disputa , enquanto nesta atual temporada ( São Caetano e Brasília ) ficaram de fora . E no masculino foi o contrário com a atual temporada .

  • Marcelo Mancini

    Minas, tanto no masculino quanto no feminino, nunca ficarão de fora de torneios ou campeonatos nem tão pouco fora de alguma votação que envolvam esses torneios. Minas é o único time que se garante, que não acaba. Mesmo tendo times fracos como o feminino desse ano. Todos os outros times, como aconteceu com o RJX, são uma incógnita, um futuro duvidoso. Quantas equipes já surgiram, ganharam títulos, e depois foram desfeitas. E o Minas, sempre de pé, ganhando ou perdendo, mais perdendo do que ganhando, mas sempre na luta.

  • Claudio

    O ranking foi criado para dividir forças e ter um campeonato equilibrado, coisa que não acontece, já que nos últimos 7 anos foi Unilever e Molico contra a “rapa”. Então, para que serve o ranking? Só vai haver equilíbrio quando todos times tiverem patrocinadores bons, dando condições financeiras equivalentes a todos.

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