Vão começar as semifinais. E eu espero muito delas!



Não sei vocês, mas eu espero dois playoffs incríveis nas semifinais da Superliga Cimed Feminina entre Dentil/Praia Clube x Vôlei Nestlé e Sesc x Camponesa/Minas a partir desta sexta-feira.

A começar pelo formato: melhor de cinco jogos. Sempre defendi séries maiores em retas finais de campeonatos longos. Olhem o quilate dos times envolvidos e a possibilidade de espetáculo que eles podem gerar? Aí multipliquem por até cinco e imaginem o resultado.

Eu vou torcer para que tenhamos 10 jogos nestes playoffs. E assim poder desfrutar as alternâncias táticas de uma partida para outra. Poder ver reações após uma performance ruim. Poder confirmar o status daquelas atletas que estão em prateleira superior. Poder ver, simplesmente, vôlei de alto nível. E, nestas semifinais, contar com a imprescindível ajuda da tecnologia para auxiliar a arbitragem.

O primeiro confronto a começar será Dentil/Praia Clube x Vôlei Nestlé, às 19h, em Uberlândia (a outra semi será analisada em novo post). O time de Paulo Coco entra com uma dupla responsabilidade: carregar o status de time de melhor campanha na Superliga com apenas uma derrota em 24 partidas e buscar o primeiro título de Superliga de sua história. O primeiro item é um mérito, resultado de um trabalho muito bem executado até aqui. O segundo é um peso, uma obsessão, maior nesta temporada após o Praia se transformar no clube com maior investimento no feminino.

Promessa de um duelo bem interessante nas semifinais (João Pires/Fotojump)

Fernanda Garay é termômetro do time. Foi contratada para fazer a diferença. E está fazendo. E tem o trabalho facilitado pela força do grupo montado por Paulo Coco. Não deixa de ser um luxo ter Amanda, Carla, Natasha, Ananda e Andreia como opções de banco. As três primeiras, com maior frequência, já atuaram no time titular e foram bem. No papel, o Praia tem as melhores opções para mudar um jogo.

– Nosso conjunto é forte e jogamos como um grupo – resume Natasha, titular nas quartas de final após a lesão de Walewska.

Pelo lado do Vôlei Nestlé, elogiar Tandara e chamá-la de diferencial é chover no molhado. A oposto vive uma das melhores fases da carreira e desequilibra mesmo. Pode, tranquilamente, encerrar a temporada com o rótulo de melhor atleta do país. Mas vou destacar um outro nome. A central Bia vem evoluindo ano após ano. E falo das questões técnicas, físicas e emocionais. Deixou de ser aquela promessa do Sesi para ser referência em Osasco e opção muito interessante na Seleção.

Lidera estatísticas de bloqueio e é também bola de segurança para Fabíola e Carol Albuquerque no ataque.

Block duplo do Praia no duelo contra o Vôlei Nestlé (João Neto/Divulgação)

– Quando cheguei em Osasco sabia o quanto difícil seria vestir essa camisa que tem tanta história e com grandes centrais. Hoje sei da minha importância, principalmente nessa parte de garra, luta e vontade de vencer. Então fico muito feliz em poder contribuir e ser um dos destaques. Sabemos da relevância de todas as jogadoras e nos ajudamos muito, o que me deixa feliz – admite Bia.

O histórico dos confrontos também traz pitadas interessantes para a série entre paulistas e mineiras. Foram três encontros na temporada 2017/18. Pela Superliga, foram duas vitórias das mineiras – 3 a 1 em Uberlândia e 3 a 0 em Osasco. Na Copa Brasil, disputada em janeiro, na cidade catarinense de Lages, as osasquenses levaram a melhor. Derrotaram o adversário por 3 sets a 0 na final e conquistaram o tricampeonato da competição nacional.

Os dois times também repetem a semifinal da Superliga 2016/17. Na temporada passada, o Vôlei Nestlé garantiu sua passagem para a edição da competição após eliminar o Dentil/Praia Clube por 3 a 0 no playoff melhor de cinco partidas. Fez 3 a 1 no primeiro confronto, em Osasco. Depois, cravou 3 a 0 em Uberlândia e fechou a série no José Liberatti lotado, novamente por 3 sets a 1.

DENTIL/PRAIA CLUBE

Claudinha, Fawcett, Fernanda Garay, Ellen, Fabiana, Walewska (Natasha) e Suellen (líbero). Técnico: Paulo Coco

VÔLEI NESTLÉ

Fabíola, Tandara, Leyva, Mari Paraíba, Bia, Ninkovic e Tássia (líbero). Técnico: Luizomar de Moura.

VEJA TAMBÉM

+ As estratégias diferentes para escolha dos mandos nas semifinais

+ Boas notícias para o vôlei brasileiro nesta semana



MaisRecentes

Esperava um jogo tecnicamente melhor no Mineirinho



Continue Lendo

Reflexão sobre o momento da Seleção é necessária



Continue Lendo

O novo capítulo de uma relação conturbada entre Brait e Zé Roberto



Continue Lendo