Vale a pena ler e refletir



Pedi licença ao amigo Thiago Rocha, companheiro de longa data aqui no LANCE!, para publicar no meu blog essa reportagem enviada por ele, diretamente de Londres.

Paralimpíada é uma competição sempre rica em histórias humanas, de superação e que servem de exemplo para todos nós, que muitas vezes passamos o dia reclamando por motivos fúteis.

Vejam esse belo exemplo abaixo. Assim que li, lembrei do filme Hotel Ruanda, que já deve ter quase uns dez anos. Vocês viram? Talvez se identifiquem também.

Estar na Paralimpíada de Londres já significa a maior conquista da história do vôlei sentado masculino de Ruanda. Até agora, eles perderam os dois jogos que disputaram, para o Irã e o de ontem, contra o Brasil, por 3 seta a 0 (25-5, 25-5 e 25-13), mas isso não tira o sorriso dos 11 jogadores.

– Tem sido uma experiência maravilhosa – reforçou Emile Vuningabo, capitão de seu país, debutante nos Jogos e classificado após vencer o Campeonato Africano Sub-Sahara, em 2011, superando o Quênia.

Ter motivos para se deslumbrar é privilégio em Ruanda. Com pouco mais de dez milhões de habitantes, o país africano é rodeado por conflitos. Atualmente, o governo é acusado de dar suporte a rebeldes da República Democrática do Congo, que promove uma armada para tomar o poder. Na história, é marcado por cometer um dos maiores genocídios da história, em 1994, quando os hutus, maioria étnica do local, executaram cerca de 800 mil na minoria tutsis.

Camisa 1 da seleção de vôlei, Dominique Bizimana é uma vítima da violência. Aos 16 anos, foi recrutado para compor a Frente Patriótica de Ruanda, que em 1990 entrou em guerra civil com o governo (durou quase três anos). Em um dos combates, perdeu a perna esquerda. Hoje, ele também preside o comitê paralímpico da nação.

– O maior obstáculo foi trazer as pessoas para o esporte. Muitos têm vergonha da deficiência, se sentem diminuídas pois já sofreram muito na vida – contou.

Para a maioria da seleção, trocar o esporte pelos conflitos foi a salvação. A maioria estuda ou já concluiu um curso superior. Agora, sonham em curtir essa experiência para daqui a quatro anos, no Rio de Janeiro, jogarem para valer.

– É uma brincadeira que está crescendo. Eles estão tendo visibilidade, curtindo esse momento novo e especial. Às vezes é difícil manter o foco, na Vila Olímpica há muitas distrações. Mas o primeiro passo era participar dos Jogos. O segundo será competir para valer. Eles têm tudo para conseguir – avaliou o técnico Pieter Karreman, que é holandês.



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