Vaivém: Mercado feminino em ebulição com movimentação carioca



A maior rivalidade do vôlei brasileiro voltou a se acirrar nesta terça-feira, com o anúncio de Natália, ex-Sollys/Osasco, pela Unilever.

Por mais que os rumores nos últimos dias aumentassem, eu duvidava do sucesso da negociação. E minha lógica era, até certo ponto, futebolística. Para mim, é como um grande destaque do Grêmio mudar para o Internacional, do Cruzeiro para o Atlético-MG, do Flamengo para o Vasco, do Corinthians para o Palmeiras e assim por diante.

Considerada a maior revelação da atual geração brasileira, Natália acaba sendo uma espécie de troco do time carioca, que há algumas temporadas perdeu Thaisa e Sassá para o rival. Neste período, Bernardinho viu a hegemonia cair na temporada retrasada. Com a entrada do Vôlei Futuro com mais força antes da última Superliga, ele ainda perdeu Fabiana e Joycinha. E ainda assim remontou o time para ser campeão do último torneio nacional. Agora, além da manutenção das duas principais atacantes (Sheilla e Mari), da líbero titular da Seleção (Fabi) e da central em ascensão (Juciely), a Unilever fecha com Natália, um talento ainda bruto, que tem pontos importantes a evoluir no seu jogo, mas já demonstrou em várias ocasiões que é fora de série. Se era possível acreditar, o time sobe mais um degrau, para desespero dos adversários.

No Rio, Natália será ponta, algo que José Roberto Guimarães sempre defendeu na Seleção, por ter Sheilla incontestável na posição e ter uma carência de jogadoras de força com passe apurado. Por ironia do destino, será o desafeto Bernardinho quem poderá ajudar em muito Zé. O desafio do comandante da Unilever não será pequeno, já que Mari também não tem na recepção sua principal característica. Em compensação, no ataque… A pergunta que fica: será imbatível?

O acerto também vai concretizar outro assunto que parecia impossível: ver Fernanda Venturini de volta após mais uma de suas aposentadorias. A equação passou a ser simples. Pelo ranking, não é mais possível contar com Fofão que agora fica entre Vôlei Futuro e Usiminas/Minas.  Fofão vale 7 e o time carioca já conta com Sheilla, Mari e Natália. Já Fernanda, que era sete nos últimos anos, agora passou a ser cinco. Bingo. Pessoas próximas à levantadora já comemoram a montagem do supertime.

Com a bombástica volta, Vôlei Futuro e Usiminas/Minas agradecem, já que disputam Fofão, que voltará ao país após temporada apagada no Fenerbahce (TUR). Outro nome comentado no mercado é o de Fernandinha, que estava na Itália. E a onda de retornos, que também conta com Walewska, vai continuar com Fernanda Garay, Érika… Ou seja, poucas tops brasileiras estarão fora daqui na temporada 2011/2012.

Enquanto isso, o Sesi, que não conseguiu fechar com alguns de seus principais desejos, também vai usar a tática do repatriamento para montagem do time. Sem Sheilla, a aposta é a experiente Elisangela, que estava no Japão. A semana promete ser repleta de novidades.



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