Vaivém: Mais estrangeiras na Superliga?



– Daniel, cadê as estrangeiras do Sesc? Quem vai fechar no Vôlei Nestlé? E no Hinode/Barueri?

As perguntas costumam chegar nos comentários dos posts nos blogs e também nas redes sociais. Às vezes deixo de respondê-las para dar uma versão única e atender de uma vez todos os pedidos.

No Rio de Janeiro, a primeira temporada do Sesc deve acontecer mesmo sem jogadoras do exterior. E a explicação é simples: orçamento. O time de Bernardinho não tem caixa para ir ao mercado e buscar uma jogadora que chegue para ser titular, para fazer a diferença que o investimento exige. Hoje não existe a possibilidade de um co-patrocinador chegar e mudar tal cenário. O grupo de jogadoras inclusive já foi avisado de que nenhuma atleta de fora está negociando.

Nas últimas temporadas, duas jogadoras estrangeiras construíram uma história parecida e reforçaram a tese de que o investimento numa “gringa” deve ser feito para fazer a diferença. A levantadora americana Thompson perdeu espaço para Roberta na reta final da Superliga 2015/2016. A ponta holandesa Anne Buijs fez o mesmo caminho, sendo substituída por Drussyla no fim da última Superliga.

Eu tinha dúvidas sobre um “veto” do Sesc a estrangeiros, como faz o Sesi em seu projeto do vôlei. Mas no caso do acordo atual da equipe de Bernardinho com o Sesc não há esse impedimento.

Já em Barueri a expectativa é anunciar, em breve, um novo apoiador ao projeto de José Roberto Guimarães. Um desfecho positivo significa o anúncio da contratação da oposto polonesa Skowronska. Ela, que fez parte da recuperação de uma cirurgia no joelho direito no Brasil e até conheceu parte do elenco, tem um acordo verbal fechado desde junho. A jogadora de 34 anos já trabalhou com o técnico da Seleção na Itália (Pesaro) e na Turquia (Fenerbahce). Em forma e sem limitações da intervenção no ligamento cruzado anterior, a polonesa é um reforço de peso.

O Hinode/Barueri ainda buscará uma segunda estrangeira caso a verba extra realmente chegar.

No Vôlei Nestlé ter duas estrangeiras no elenco é regra nos últimos anos, vide Bjelica (SER), Malesevic (SER), Malagurski (SER), Carcaces (CUB), Caterina Bosetti (ITA), entre tantas outras. E não vai ser diferente na próxima Superliga. Os dirigentes trabalham para que uma delas chegue nas próximas semanas. Já a segunda deve demorar um pouco mais.

E o calendário de apresentações sofre influência da nacionalidade das escolhidas. Entre 22 de setembro e 1 de outubro será disputado o Campeonato Europeu, no Azerbaijão e na Geórgia, com presença de Sérvia, Rússia, Itália, Polônia, Alemanha, Bélgica, Holanda… E está acontecendo neste momento o Sul-Americano na Colômbia, inclusive com Luizomar de Moura, o técnico do Vôlei Nestlé, comandando o Peru, e conhecendo de perto o mercado continental. Os nomes são mantidos em sigilo

Nos outros participantes da Superliga, as estrangeiras confirmadas são: a oposto americana Hooker no Camponesa/Minas, a também a oposto dos EUA Fawcett no Dentil/Praia Clube,  a líbero porto-riquenha Shara Venegas no Bauru, a central argentina Mimi Sosa e a oposto cubana Anet Alfonso no São Cristovão/São Caetano.

 



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