Vaivém: Arlene, 47 anos, desiste da aposentadoria



A líbero Arlene voltou atrás na decisão de encerrar a carreira e jogará mais uma temporada pelo Vôlei Bauru. Isso aos 47 anos (!?!).

A jogadora, com passagem pela Seleção, é um exemplo de longevidade e amor ao esporte. Ela explicou a decisão:

– Quando anunciei minha saída das quadras estava muito abalada emocionalmente em virtude da morte da minha mãe, mas conversando com meus irmãos eles me fizeram acreditar que o vôlei faz parte da minha vida e que, apesar de tudo, se tivesse como estar em quadra ainda era o que deveria fazer, porque todos sabem o quanto amo jogar vôlei – explicou Arlene.

Arlene na passagem pelo Minas (Divulgação)

Arlene na passagem pelo Minas (Divulgação)

Arlene disputou aquela que teria sido não só sua última partida pelo Vôlei Bauru, mas também da carreira, em 21 de março deste ano, no Ginásio Panela de Pressão, contra o Minas em duelo válido pelas quartas de final da Superliga 2016-2017. Na ocasião, as mineiras venceram por 3 a 0 e fecharam a série dos playoffs, avançando às semifinais da competição.

– O que vivi em Bauru me fez voltar a acreditar que no vôlei ainda existe companheirismo e solidariedade e isso me fez querer estar em Bauru mais uma temporada!

É difícil encontrar no vôlei mundial exemplos de atletas que tenham se mantido em atividade por tanto tempo. Por mais que tenha atuado pouco na última temporada, sendo reserva da dominicana Brenda Castillo, Arlene sempre foi apontada pelas companheiras como exemplo positivo pelas palavras e ações.

Para os mais jovens, um breve resumo da carreira da líbero: campeã da Superliga nas edições 2000/2001 (Flamengo), 2002/2003 (BCN/Osasco) e 2004/2005 (Finasa/Osaco). Pela Seleção Brasileira, participou das campanhas campeãs do Grand Prix de 2004 e 2006 e da do quarto lugar na Olimpíada de Atenas (2004).



  • Senhor Omar – Trágico

    Se tiver correspondendo dentro de quadra deve continuar.

  • Kleber Alves

    Achei que deveria ser melhor aproveitada pois a recepção do Bauru exceto pela Brenda Castillo era pavorosa. Arlene é um mito. Merece todo reconhecimento pela sua carreira.

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