Vaivém: Aos 24 anos, Gabiru decide dar guinada na carreira



Em um ano, a vida de Gabi, a Gabiru, deu uma guinada. Trocou do Vôlei Nestlé pelo rival histórico Sesc, foi convocada para a Seleção Brasileira em uma nova função, sofreu uma lesão grave no joelho com fim de temporada precoce e agora tomou uma decisão importante para o decorrer da carreira profissional: deixar definitivamente a ponta pela posição de líbero.

Tudo isso com apenas 24 anos de idade. Não é pouca coisa!

Na temporada 2018/2019, Gabiru terá a dificílima obrigação de substituir Fabi no Sesc. E qualquer líbero do planeta em tal situação sabe da complexidade envolvida.

Linha de passe da Seleção com a líbero Gabiru em 2017 (FIVB Divulgação)

Ícone do projeto de Bernardinho no Rio de Janeiro, Fabi é, sem dúvidas, a maior líbero de todos os tempos no vôlei feminino mundial. E fazer isso na primeira temporada efetiva na função de líbero aumenta a dificuldade de Gabiru.

Cenário que ajudará a reforçar uma das características marcantes da jogadora de 24 anos: a personalidade. Gabiru já demonstrava liderança, temporadas atrás, em Osasco, mesmo sendo bem mais jovem do que muitas companheiras. Não me parece sentir esse aumento de responsabilidade.

E esse aspecto também pesará para a continuidade dela na Seleção. Na temporada passada, Gabiru teve a primeira oportunidade efetiva como José Roberto Guimarães. E já como líbero. Revezou com Suelen no extinto Grand Prix e ajudou na conquista do título.

Agora, em fase final da recuperação da cirurgia no joelho, ela terá como “concorrentes” a própria Suelen, que vem do título da Superliga com o Dentil/Praia Clube, e a bicampeã olímpica Jaqueline, outra jogadora em período de transição de ponta para líbero. Já Léia pediu dispensa e já deu a entender que não pretende mais voltar para a Seleção.

Como plano de carreira, para uma jogadora de 1,73m, estatura muito baixa no cenário internacional, todo o cenário parece bem promissor para Gabiru.

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