Coluna: Vai começar a era Leal na Seleção



O Leal já pode ser convocado? Quando o Leal vai estrear pela Seleção Brasileira? O Leal já não deveria estar na lista? Qual o motivo para o Leal não jogar?

Perdi a conta de quantas vezes respondi perguntas assim de fãs do vôlei nos últimos anos. Por e-mail, nas redes sociais ou em encontros em ginásios país afora. A ansiedade dos torcedores para ver o cubano naturalizado com a camisa verde-amarela está prestes a terminar. Nesta segunda-feira, Leal irá se apresentar ao técnico Renan Dal Zotto em Katowice, na Polônia. Serão três dias de preparação para a primeira rodada da Liga das Nações, contra os Estados Unidos, na sexta, às 12h30 (de Brasília).

Foram quatro longos anos desde o processo de naturalização até o fim da quarentena de duas temporadas imposta pela Federação Internacional para um atleta poder defender uma segunda seleção. Se a expectativa da torcida é grande (e há tempos), fico imaginando como foi difícil para Leal esperar.

Durante esse tempo, ele conquistou todos os títulos possíveis pelo Sada/Cruzeiro, jogou ao lado de parte dos futuros companheiros de Seleção Brasileira e contra o restante. Na última temporada, mudou-se para Civitanova, na Itália. Lá, teve Bruninho como parceiro de equipe, conselheiro e também mensageiro. Foi apresentado às regras do grupo e, mesmo à distância, iniciou um processo de “aclimatação”. Para Renan, a convivência de Leal com o capitão da Seleção é apontada como “muito importante” para acelerar a integração dele ao elenco.

Leal e o troféu na despedida do Brasil (Wander Roberto/Divulgação)

No discurso do técnico e dos jogadores, chama a atenção alguns pontos ressaltados por vários deles: “Falta a adaptação ao modelo de treino e o conhecimento da gestão do trabalho. algo que apenas o dia a dia resolverá. E saber que ele chega para somar, não para decidir sozinho”. Já vejo alguns deles brincando com o novato, dizendo que o ponta passará pelos trotes, terá de carregar mochilas, água, bolas, algo que os mais jovens fazem quando chegam. No caso de Leal, fará aos 30 anos.

Contra os Estados Unidos, Leal estará entre os 14 inscritos. Não imagino que seja escalado como titular logo de cara. Após os dois amistosos contra o Canadá, em Campinas, aposto numa dupla de ponteiros com Lucarelli e Douglas Souza, os dois campeões olímpicos da posição no elenco. Lucas Lóh é o outro da posição, uma vez que Rodriguinho ficará treinando em Saquarema. Vai ser preciso esperar Renan olhar para o banco, apontar para o camisa 9 e chamá-lo para a estreia.



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