Vai começar a Superliga. E daí?



Vai começar, neste sábado, a Superliga, em sua versão masculina. Deveria haver um euforia no ar, expectativa para rever grandes craques da Seleção Brasileira atuando no país, conhecer os estrangeiros que chegaram ou rever os que ficaram, já ter hora marcada no calendário para ver a abertura pela TV… Ops! Não é bem por aí!

A principal competição do país começa sem empolgação, dividindo espaço com estaduais, sem transmissão pela televisão da partida inicial e com clubes e jogadores reclamando da CBV.

Pensei bastante antes de escrever estas primeiras linhas. Não queria ser chato demais ou parecer muito pessimista. Também não queria ser injusto, diminuindo um produto que tem suas qualidades. Então, vou ponto a ponto para tentar ser o mais didático possível:

1) O jogo de abertura da competição é Minas x UFJF. Alguns podem até chamar de clássico mineiro. Outros vão relembrar dos títulos e momentos dourados que a equipe tradicional já teve. Mas não é um jogo para abrir o torneio, com todo respeito que os dois envolvidos merecem. Não são participantes hoje, na lista dos favoritos. Não são times que possuam craques renomados no elenco. Não seria melhor fazer um jogo inaugural com mais peso?

2) Um outro problema ajuda a explicar a pergunta anterior que deixer sem resposta. A Superliga vai começar sem alguns Estaduais terminarem, algo que impossibilita vários times de peso de abrirem a Superliga. Amanhã, por exemplo, é dia da final do Paulista entre Sesi x Funvic/Taubaté, horas antes de Minas x UFJF. Uma falha do calendário, que tira o foco da competição nacional. Certamente, o Estadual receberá mais atenção da mídia do que a Superliga.

3) Para reforçar o item acima, analisem a grade de TV. O SporTV transmitirá às 13h o confronto que vale o caneco em São Paulo. Quatro horas depois, o duelo mineiro não terá transmissão. Sabem um dos motivos: ele acontecerá quase no mesmo horário de uma rodada cheia do Brasileirão de futebol. E vocês não vão querer que o vôlei ganhe a competição com o esporte número 1 do país, né? Mais uma falha grave organizacional.

4) Para encerrar o assunto TV, um dos temas mais comentados na apresentação da Superliga, em SP, no início da semana, foi a mudança no formato das finais da Superliga. Os clubes, reunidos com a CBV, optaram por decisão em melhor de três jogos. Queriam repetir o que o Novo Basquete Brasil fez, com sucesso. Como todos sabemos, a Globo, detentora dos direitos do vôlei no país, não aceitou e a CBV voltou atrás. E uma decisão que chegou a ser anunciada (e comemorada) se transformou em foco de insatisfação, com atletas e dirigentes dos clubes reclamando publicamente.

É pelo cenário acima que a Superliga vai começar, infelizmente, sem ter muito o que comemorar.

 



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