Uns pitacos sobre o futuro do vôlei brasileiro



Li e ouvi muitas opiniões sobre o futuro do vôlei brasileiro nos últimos dias, principalmente após o fim do patrocínio da Medley ao time de Campinas. Algumas mais sensatas, outras bem radicais.

Vou consolidar aqui alguns pontos que já defendi em outros posts e algumas posições novas.

1) Sim, a Superliga precisa mudar. Na minha modesta visão, mexer no calendário é o principal avanço que o esporte pode dar no momento. Ter uma competição nacional com duração maior, com uma tabela “menos corrida”, dando um descanso mais racional para os atletas e permitindo que os patrocinadores “apareçam” mais durante o ano.

Essa adequação do calendário permitiria a criação do Jogos das Estrelas, um evento festivo para os fãs, televisivo e um “bônus” para quem gasta milhões para apoiar o esporte. É a única chance para alguns patrocinadores “aparecerem na Globo”, como eles mesmos gostam de dizer. Acho justo não só com os pequenos investidores, mas também com os médios e altos que também não tiveram chance de ter um jogo televisionado. O Medley/Campinas é um exemplo. O orçamento permitia como meta viável a disputa da semifinal, a única chance de aparecer na maior emissora do país. O time caiu antes, ficou fora da TV e resolver deixar o esporte.

Outra possibilidade é criar uma Copa do Brasil. Pode ser jogada em um único fim de semana, no Norte/Nordeste, por exemplo, se existir temor de um inchaço muito grande no calendário. Competição de tiro curto, que garante exposição para as marcas e ajuda a difundir o esporte em um grande centro que hoje está excluído da elite.

Também defendo que as finais não sejam em jogo único. É uma questão de gosto. Prefiro playoffs mais robustos, já que é a hora que o campeonato pega fogo.

2) Não adianta nada demonizar a Rede Globo e achar que todos os problemas se resolvem com a saída dela. Não vamos ser ingênuos a esse ponto, por favor. Olhem os últimos anos e comparem com o atual. Tivemos jogos transmitidos na primeira fase, semifinal e teremos as decisões. Já é um avanço. Antes eram apenas as finais.  Não digo que seja o ideal, mas já foi bem pior.

É hora de trocar? Já tivemos recentemente outras emissoras de TV aberta que não cumpriram o acordo com a CBV e simplesmente abandoram a transmissão da Superliga pela metade. Lembram-se?

Sempre achei, porém, que os patrocinadores já se dariam por satisfeitos caso seus nomes fossem citados nas transmissões e nos demais veículos de mídia da Globo. Mas existe um amigo chamado Erich Beting, que vocês bem conhecem, que é especialista em marketing esportivo. E ele escreveu um interessante texto sobre o tema. A mudança no tratamento dos times não resolve o problema todo: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2013/03/26/patrocinio-nao-e-so-exposicao/

3) Sou a favor também de que o bolo da TV seja dividido. Hoje, o valor fica com a CBV, mas acho que os clubes deveriam receber parte deste valor. Não seria a ausência de R$ 4 milhões que faria a entidade fechar, por exemplo, 2012 no vermelho ou faria com que outros investimentos fossem comprometidos. A CBV, graças ao sistema de gestão que foi implementado há alguns anos, consegue superávits anos após ano. Tanto que a entidade dos esportes olímpicos que mais arrecada e mais investe em Seleções. Parte do resultado do maciço investimento é colhida regularmente pelas Seleções de Bernardinho e Zé Roberto. Não é à toa que somos os atuais bicampeões olímpicos no feminino e tri mundiais no masculino.  Mas é possível, sim, contemplar também os clubes com essa verba atual dos direitos de televisão.

4) Não acho que ainda seja o momento de ruptura entre CBV e clubes para criação de uma Liga. Explico. Os clubes, como vemos em reuniões de ranking, por exemplo, pensam quase sempre no próprio umbigo. Não querem o bem da classe ou do esporte. Pensam no proveito próprio que irão tirar das medidas. Assim, não acho que estejam maduros o suficiente para gerir uma competição. É preciso amadurecer bastante até que apareça um líder capaz de unir forças para tirar da cartola um projeto sério e que possa ser realmente melhor do que a Superliga.

5) Os jogadores estão dando um bom exemplo. Meses atrás formaram um grupo com quase 300 participantes e começaram uma interessante troca de e-mails com sugestões sobre os caminhos a serem seguidos.  Depois, elegeram alguns representantes e foram conversar com a CBV. É um caminho saudável e interessante. Eles devem, sim, ser ouvidos na formatação de um novo calendário. Ter uma comissão de atletas atuante faz parte da solidificação deste processo de mudança. Acho, inclusive, que eles deveriam ser ouvidos quando o ranking é feito. Para quem não sabe, a pontuação é definida média dos votos dos clubes.

Aqui não está o guia de “salvação” do vôlei, pois não tem tal capacidade e muito menos poder para isso. São apenas opiniões e sugestões para buscar um caminho melhor, sem qualquer radicalismo de implodir tudo que já existe.



  • ricardorilley86

    Uma calendario maior comecando em Outubro e terminando em Maio e a criacao da Copa Brasil alem de que o Sulamericano de clubes poderia ser disputado em paralelo a superliga assim como a Copa do Brasil seria necessario 1 semana no masculino poderia ser 2 semanas 2 quadrangulares 1 no Brasil outro na Argentina. classificando 2 de cada grupo pra um quadrangular Final sendo que os classificados pra o Sulamericanos seriam os ganhadores da Superliga e Copa Brasil

    • QUÁQUÁQUÁ

      DE ONDE VC TIROU QUE 2 EQUIPES PODEM PARTICIPAR DO SUL AMERICANO ?
      VC CONHECE ALGO DE VOLEIBOL ?

  • Euri

    Daniel, achei todos os comentários bastante sensatos. As pessoas já estavam fazendo uns comentários apocalípticos. Eu também não concordo com a condenação da globo. A verdade é que eu só tomei conhecimento real da superliga na TV quando comecei a assinar o Sportv, ou seja, não lembro de nenhuma outra televisão dando essa visibilidade toda para o campeonato, como algumas pessoas colocam aqui. Sei que tem problemas, mas acho que poderia ser bem pior. Se a questão é a visibilidade dos patrocinadores na TV aberta nas finais, talvez devessem obrigar a Globo a transmitir pelo menos um jogo de cada time na fase classificatória, em canal aberto. A verdade é que tudo isso é um jogo pra ver quem sai ganhando mais. Para o esporte sair ganhando, todos os envolvidos vão ter que ceder alguma coisa, tanto os clubes quanto a CBV, a Globo, os atletas e os próprios patrocinadores. Acho que o importante é que todos estão discutindo o tema e sabem que algo precisa mudar.

    • o campeonato era transmitido anteriormente pela band, mas quando eles passaram a ter audiência e incomodar, a rede globo adquiriu os direitos transmitindo os principais campeonatos até o momento em que ela também passou a ser detentora de canais fechados quando repassou os direitos de trasmissão para os mesmos.

  • Excelentes “pitacos” postados por vc Daniel.Tudo o que estamos debatendo no grupo nestes últimos 7 meses se resume a esta excelente coluna!!
    Obrigado por estar do lado do voleibol brasileiro.Precisamos de todos para fazermos um Superliga melhor!!

    • ana maria

      Parabéns a você Gustavo que além de excepcional jogador olha o volei como um todo! Parabéns aos atletas que estão unidos e debatendo sobre o que diz respeito primeiramente a eles. Eles e as equipes técnicas fazem o espetáculo então eles têm o que dizer.

  • Adriano

    Em relação ao ponto 2, acho que não é tanto uma questão de demonizar a rede Globo. A dificuldade, sempre, me parece ser qual a perspectiva se toma. Do ponto de vista da Globo, ela está fazendo o que é melhor pra ela, ela não tá aqui pra fazer caridade pra ninguém. Isso é errado? Claro que não. Mas o modo como a CBV (aka Ary) pensa a coisa toda é: “Precisamos fazer de tudo para agradar à Globo. Globo, Globo, Globo. Sem ela, estamos ferrados.” E é aí que reside um erro crucial. A impressão que passa é que a lógica deles é 100% “o que temos pra oferecer à Globo” e praticamente nada “o que a Globo tem pra oferecer a nós”. Passa a impressão de que a negociação é totalmente unilateral. Não se trata de querer se livrar da Globo. Mas a relação de negociação deveria ser razoavelmente boa para os dois lados, certo?

    Ponto 4: estou perfeitamente de acordo com você. Especialmente na esteira da matéria do Lance no outro dia, sobre a discussão sobre o ranking, me parece bem claro que os clubes não estão em condições de se autonomizar da Confederação.

    Ponto 5: Essa semana, saiu um vídeo muito interessante de uma entrevista que o Esporte Interativo fez com o Bernardo. E, a meu ver, ele resume essa questão do ranking muito bem. NÃO deveriam ser os clubes a votar no ranking. Os clubes tendem a pensar no que é melhor pra eles próprios, estrategizar em função dos lucros que eles vão obter, individualmente. Isso ajuda a ter uma distorção nociva, que é o que hoje temos no ranking. Quem determina o ranking deveria ser totalmente alheio aos clubes – mídia especializada, uma equipe técnica designada pela Confederação, etc. Infelizmente, tu não pode assumir que o ser humano não vai pensar no próprio umbigo: tu tem que esperar o pior dele, justamente para coibi-lo de ser corrupto.

  • FABIO

    como é bom ler postagens desse nível. jornalistas assim provam que nasceram para a profissão. parabéns Daniel, concordo com tudo que escreveu.

    • QUÁQUÁQUÁ

      QUER VER REPOSTAGENS RUINS É SÓ ENTRAR NO BLOG DO TAL BRUNO VOLOCH. KKKKKKKKK.
      AQUELE CARA DEFECA PELA BOCA

      • Luiz

        Detesto aquilo, mas ele é um mal necessário – pelo menos às vezes. Sair da margem nem sempre é ruim. Um dos grande problemas dele é a vaidade: se você discorda dele, ele não posta seu comentário. Isto demostra a fraqueza de espírito da pessoa. Vaidade é a porta mais curta para o acesso de forças ocultas (e não me refiro a nada sobrenatural).

    • Luiz

      😀

  • bsb

    Para mim são vários os erros, mas o principal deles é o da CBV, que deveria ser uma entidade a favor do esporte e que o ajude, quando na verdade estamos vendo ela simplesmente ficar com o $ que seria tambem dos clubes. Se este valor que é ganho da TV e mais alguns outros patrocinios fossem divididos, os times seriam mais fortes e consistentes ano após ano, e não mais fracos como vemos a cada temporada.

  • Cleverton

    Desculpa mas tem como demonizar a Globo sim. Se vc tem condições de pagar vai assistir os jogos pelo Sportv ficando sujeito a jogos começando as 21:30 da noite. Fora isso na tv aberta leia-se globo, são 4 jogos de semifinais e dois da final – 6 jogos, num total de 100 jogos no campeonato, sem citar nomes de patrocinadores – tanto TV globo e sportv. Diante disso qual patrocinador vai querer continuar com uma equipe de ponta na superliga? Tem como não demonizar a Globo? Um exemplo, a Unilever gasta em torno de R$ 4 milhões para manter o time e ainda teve que gastar mais alguns reais para ter seu nome divulgado nos comerciais. Não é um absurdo. Lembro-me da Band quando transmitia os jogos e sinceramente me recordo de os jogos serem ao vivo, tv aberta lógico e com anúncio do nome correto do time: dayvit, Leites Nestlé, rexona etc.

    • Felipe

      Cara onde que o Unilever gasta 4 milhões para manter o time?Quem gastou isso foi Sesi e Amil, o Unilever deve ter gastado pelo menos 7 milhões atrás só do sollys que deve ultrapassar os 10 milhões.Não acho que o problema seja a Globo, é a TV que mais tem audiência e portanto dá maior visibilidades aos patrocinadores.Claro que a Globo tem a sua parcela de culpa, pode culpar a audiência ruim dos poucos jogos que passa, mas isso é culpa de ninguém que só possui tv aberta, conhecer o time, conhecer a superliga, cada jogador, pra isso teria que ter uma boa parte da competição televisionada, assim como o brasileirão, paulistão.Mas o grande problema é a CBV, que suga o dinheiro dos patrocinadores da Superliga e só investe na seleção, sendo que quem paga na verdade o salario desses jogadores são os clubes, a CBV não dá suporte algum aos clubes, por isso que se continuar assim, as idas e vindas de clubes nacionais vai continuar acontecendo.Porque é difícil um time grande de futebol fechar?Porque não dependem de patrocínio, os clubes de futebol tem caixa, vendem jogadores, possui lojas de camisetas, cartão sócio-torcedor e nas transmissões o nome que é comentado é do clube(Corinthians, Santos, São Paulo) porque é essa a marca que está sendo vendida e não a dos patrocinadores, o clube é uma marca, um produto, no futebol.E além disso as federações estaduais repassam a grana dos direitos autorais da televisão aos clubes, é pouco(parece que 12 milhões aos grandes e 2 milhões aos pequenos) mas já é uma ajuda, já a CBV não repassa nada, os clubes nem vêem a grana dos dinheiros autorais e dos patrocinadores da Superliga.

  • Rogerio

    É muito triste ver o Voleibol começar a desaparecer no BRASIL. Ver equipes de tradição simplesmente encerrar as atividades. Ex: Medley, Cimed, São Bernardo, Volei Futuro..entre outras. Vejo que o Volei não avança e só retrocede por força da CBV. Pois, vendendo os direitos à Globo e não repassando os valores as equipes e estas não repassando o direito de imagem aos jogadores só faz encarecer o custo para manter uma equipe. Pior, é ver algumas equipes não honrar os contratos com os jogadores. Jogadores que tem compromisso com as famílias. Como escola, aluguel, alimentação..entre outras. Ver equipes como a de Florianópolis (multi-campeão), Volei futuro,… não horar com os seus contratos é algo que a CBV deveria se aprofundar. Pois, o Volei vai voltar a ser disputado por jogadores que precisam ter outra profissão para viver. é lamentável a situação que a CBV está colocando o VOLEI Brasileiro. Acho que a superliga está com os dias contados para ser extinta. Será que o Eike não vai encher o saco de manter o RJX? e o SESI, precisa de um time de Volei para melhorar a sua imagem (pois recebe verba federal)? E o SADA, vai continuar investindo? Pois é, devemos repensar o Volei o mais breve possível. Ou ele se extigue!

  • Sem qualquer radicalismo, convém lembrar um pouco da História das transmissões do Volibol pela TV.

    A coisa só começou a tornar-se um fato à partir do dia em que Luciado do Vale, também conhecido por Luciano do Vôlei, convenceu a Record a investir nelas. Foi graças a ele e à emissora que conseguimos trazer a equipe da União Soviética para jogar contra nós aquela partida aquática no Maracanã.

    A globo nem dava bola para aquilo tudo, já que o Luciano havia deixado a emissora justamente pelo sonho das transmissões televisivas do Volibol.

    Nas primeiras transmissões teve como comentarista o Paulo Russo, ex-Santos e seleção, que acabou também colaborando para a chegada dos soviéticos naquela partida, já que mantinha contato com com os jogadores de lá desde a época em que acompanhava o time de futebol do Santos, como preparador físico, nas excursões que fazia pelos países da chamada Cortina de Ferro.

    Paulo Russo durou ao lado do Luciano até o dia em que o narrador sugeriu que certo jogador havia dado um saque “Viagem Balanceado”. Como aquilo era, e ainda é, uma grande asneira para quem conhecia e conhece os dois tipos de saque, e sabia da dificuldade de executá-los simultaneamente, Paulo Russo aviltou corrigi-lo e nunca mais o vimos nas transmissões.

    Pois esse saque “Viagem Balanceado” foi herdado pelo galvão bueno nas transmissões da globo, persiste até hoje nas do luiz carlos jr., tanto pela matriz quanto pela filial sportv, e o problema da falta de cultura por parte dos narradores perdura desde o Luciano.

    – Que valor é dado pela televisão aos campeonatos das divisões de base, por exemplo?

    Quando uma grande empresa investe no esporte, nada mais faz do que recuperar, pelos fomentos federais de incentivo, do que recuperar um dinheiro que perderia para o Imposto de Renda, transformando-o em propaganda.

    Não tem esse negócio de aparecer mais ou menos na globo, mas apenas uma análise dos departamentos de Custo e Marketing dessas empresas para verem o quanto podem recuperar do dinheiro que seria perdido na forma de imposto, a ser driblado ou não por superfaturamentos e caixas 2 respectivos.

    Em tal aspecto, há de se ressaltar o excelente trabalho do E.C. Pinheiros, que com pouco gasto no feminino, deu um puta sufoco no Campinas do Zé Roberto com aquele time típico de divisão de base, para depois o idiota sair dizendo, após o jogo com o Osasco, que as regras para as formações dos times têm que ser revistas, como que esquecendo que aquele time, quase juvenil do Wagão, meteu 3×0 no mesmo poderoso Osasco nas classificatórias.

    Não é uma simples questão de calendário, mas sim de educação e cultura esportiva em confronto com os comércios vários que nos cercam nessas atividades. Para esses investidores, tanto faz se as asneiras ditas pelos locutores, que idiotizam os ouvintes, ocorram pela globo ou pela Band. Só não gostam é de investir em incompetentes nas quadras.

    Esse talvez seja o principal motivo pelo fato da Medley estar deixando o Campinas.

  • Luiz

    E aí, Daniel?!! O que você acha das declarações polemicas do Bernardinho contra a CBV e os clubes? E por que ele está lutando tando para baixarem a pontuação da Mari? Poderemos ter a Mari de volta no Unilever? Tantas perguntas!!!

    • Daniel Bortoletto

      sinal de que algo passou da hora de mudar

  • Não se iludam!!!

    Do jeito que cada minuto na TV aberta vale uma fortuna para os anunciantes, é se iludir muito em pensar que alguma emissora de TV aberta vai abrir espaço para um esporte no qual uma partida pode durar 1 hora, 2 horas ou até 3 horas.
    Isso é loucura, o voleibol como é: um jogo que não tem previsão de tempo aproximado, nunca vai ter espaço.
    Tem que haver um jeito de limitar o tempo das partidas, se o voleibol realmente quiser ser mais transmitido.

    • Luiz

      Não vejo por este lado. A record tentou comprar os Direitos, mas a CBV não quis. A Band mostrou alguns jogos em parceira com a Globo, mas a própria Globo limitava o número de jogos para eles. A rede tv mostrou há albuns anos atrás, mas novamente a CBV voltou para a Globo.

  • Rodrigo T. Matos

    FALOU TUDO, DANIEL!!! ESTÁ NA HORA DE MUDAR E A CBV AJUDAR MAIS OS CLUBES…

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