Unilever fatura clássico e título simbólico



O primeiro turno da Superliga feminina é da Unilever. Na noite desta sexta-feira, o time carioca venceu, no Maracanãzinho, o Sollys/Nestlé no tie-break, parciais de 18-25, 25-21, 25-23, 14-25 e 15-8, deixando o rival um ponto atrás na classificação geral.

O clássico teve de tudo: alternâncias no placar, muitos apagões em ambos os lados, lances espetaculares e alguns bem bizarros também.

Fofão, eleita a melhor em quadra, chegou a ser dúvida antes da partida graças a um problema muscular na coxa. Admito que em alguns momentos a levantadora da Unilever não parecia a mesma Fofão de sempre. Levantamentos baixos ou fora de tempo. Raríssimo vê-la levar uma bronca, até que cordial, de Bernardinho em um dos tempos. Com o passar do jogo, voltou a ser a Fofão que conheço, com precisão nos levantamentos, inteligência na distribuição e jogadas que poucas, ou melhor raras atletas da posição, fazem.

Vale ressaltar a confiança que ela demonstrou em Pavan durante o jogo. Dos 22 pontos da oposto, 20 foram feitos em ataque. Com certeza foi a atuação mais segura da canadense com a camisa da Unilever.

Já a outra estrangeira do time decepcionou. Logan Tom foi substituída na metade do segundo set por Gabi (entrou com personalidade) e não voltou mais. Fez apenas dois pontos e esteve irreconhecível no passe, uma de suas qualidades.

Vale destacar ainda os cinco pontos de Valeskinha no bloqueio, incluindo uma sequência importante para que a Unilever recuperasse sua confiança durante o jogo. Gostei também da atuação de Fabi, não apenas pelo ponto que marcou no tie-break. Ela deu muito volume de jogo, fazendo algumas defesas espetaculares.

Pelo Sollys, Fernanda Garay segue numa crescente na carreira. Admito que me surpreende como ela amadureceu em pouco tempo, tornando-se uma jogadora decisiva tanto no clube quanto na Seleção. A ponta terminou com 24 pontos, tendo recebido mais bolas no ataque do que Sheilla, algo raro num clássico deste porte (47 a 38). Luizomar de Moura, inclusive, chegou a pedir para Fabíola mais bolas para sua oposto, bastante vaiada pela torcida carioca.

 Adenízia, voltando ao time após lesão, sentiu falta de ritmo e anotou apenas seis pontos (quatro no block). Thaisa marcou 11, mas não teve uma atuação à altura do que já mostrou em outras ocasiões.

No fim do jogo, a inversão de 5-1 com Karine e Ivna também me pareceu decisiva para o resultado final. A levantadora reserva colocou várias bolas espetadas e fora de tempo nas pontas, impedindo que contra-ataques pudessem virar pontos para o Sollys. Quando Luizomar resolver desfazer a troca já era tarde.

Para finalizar, uma menção mais do que honrosa. O Banana Boat/Praia Clube termina o turno com os mesmos 22 pontos da líder Unilever, à frente de Sollys (21) e Vôlei Amil (20). É uma agradável surpresa para um campeonato habituado com o revezamento entre os times do Rio e de Osasco na ponta na última década.

O que acharam do jogo?

 



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