Unilever. De novo!



Mudar um finalista após uma década não foi suficiente para alterar o desfecho mais comum da Superliga feminina em seus 20 anos de história.

A Unilever errou menos e derrotou o Sesi por 3 a 1, na manhã deste domingo, no Maracanãzinho, faturando pela nona vez o caneco.

As parciais de 21-11, 21-12, 13-21 e 21-16 explicam bem como foi o jogo. Feio, com erros infantis, sem equilíbrio e alternâncias no placar… Em alguns momentos, nem sequer parecia ser a final de um campeonato tão importante.

Mas isso não diminui o mérito da Unilever. Apesar do péssimo terceiro set (chegou a estar 11 a 1 para o Sesi), o time carioca teve mais espírito vencedor. Talvez isso tenha sido o que mais faltou para as paulistas. Pareciam estar satisfeitas com a presença na final. E tal percepção ficou ainda mais clara, pra mim, nas declarações pós-jogo, elogiando a campanha até ali, a reação depois de um primeiro turno ruim, a conquista do Sul-Americano… Faltou sangue nos olhos, como se costuma dizer. Faltou Ivna, que sucumbiu à pressão e pontuou apenas três vezes. Faltou capricho de Dani Lins na distribuição dos contra-ataques. Faltou Fabiana desequilibrar, como aconteceu na reta final da temporada. Faltou uma coadjuvante se transformar em protagonista…

Já para a Unilever sobrou a superação de Fofão. Aos 44 anos, ela contagiou as companheiras de time pela forma com que ignorou uma lesão na panturrilha para liderar o time mais uma vez rumo ao título. Quem for ver o VT, repare nas reações das atacantes após a levantadora correr atrás de passes ruins e consertar o que parecia perdido? É quase um pedido de desculpas misturado com devoção na comemoração dos pontos. Como escrevi no Twitter durante o jogo, Fofão levanta com mais precisão, de manchete, em deslocamento, do que muita levantadora faz de toque, parada. O tempo é cruel com todos, mas Fofão a cada temporada prova que é possível seguir em alto nível, superando dificuldades e limitações físicas com talento puro e disposição de uma garota.

Garota que se transforma em adulta em decisões. Uma forma de simplificar a atuação de Gabi, em mais uma final. Passou parte da Superliga sem brilhar, sendo questionada pelas oscilações no passe.  É a idade, diziam alguns. Idade que não foi problema para ele marcar 14 pontos, 13 deles no ataque, para liderar a Unilever, fazendo com que mais uma atuação apagada de Sarah Pavan prejudicasse o resultado final. A prova do amadurecimento de Gabi  é uma boa notícia principalmente para a Seleção, que não vive um grande momento com suas principais pontas.

Parabéns, Unilever. Manter-se tanto tempo no topo é um desafio que poucos no esportes conseguem superar.

 

 



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