Uma visão diferente da despedida do Brasil rumo às finais



Estive no Maracanãzinho, na manhã deste domingo, para ver de perto a despedida da Seleção masculina antes das finais da Liga Mundial, na Argentina, já nesta semana.

Vou ressaltar algumas situações extraquadra antes de fazer uma breve análise do jogo:

1) Que falta faz a tecnologia! No fim de semana, os árbitros erraram muito. O Brasil, inclusive, foi bastante favorecido. Se tivéssemos o auxílio externo, vários pontos teriam mudado de lado. Bolas que bateram no bloqueio, mas os juízes não viram e apontaram quarto toque; bolas nitidamente resvalando em bloqueios e sendo marcadas como “limpas”; e as quase impossíveis marcações de bola dentro ou fora em saques os ataques, já tão costumeiras. Ora, como ninguém mais duvida da eficácia do desafio eletrônico, passou da hora de implementá-lo de vez nas grandes competições.

2) Ainda sobre o assunto acima, é engraçado ver como funciona o “tira-teima” para quem está em quadra. Os reservas brasileiros davam uma espiada em um monitor da Rede Globo, usado por pessoas da área técnica da emissora durante a transmissão, na expectativa do replay. Em vários deles, as reações dos atletas do banco entregavam a marcação equivocada. O ponta Maurício e o oposto Renan foram os que mais “utilizaram” a telinha para o fim das dúvidas.

3) Aos poucos, o entretenimento vai cativando os torcedores nos ginásios em grandes jogos de vôlei. João Sorrisão e homens-pilha à parte, o trabalho audiovisual merece crédito. Torcida aplaudindo ídolos que aparecem no telão (Fofão foi o maior exemplo hoje), pessoas se rendendo à câmera do beijo, arrancando risadas quando se surpreendem e são obrigadas a entrar no clima (Fofão também foi vítima e participou), um cardápio mais variado de músicas (para todos os gostos)… Muitas vezes, elogiamos o estilo americano de fazer entretenimento e criticamos o tupiniquim. Mas o nosso está evoluindo.

4) O assunto RJX tomou conta dos bastidores. Terminará nesta segunda-feira o prazo de inscrição na Superliga e a dificuldade do time para fechar o orçamento existe. Um corte maior na verba de Eike  para a temporada e algumas negociações com co-patrocinadores que não avançaram são as responsáveis. Ainda assim, ninguém acredita na ausência do atual campeão na temporada 2013/2014. Mas é nítido um desconforto de alguns sobre o tema, já que várias situações de jogadores que eram dadas como certas agora estão em compasso de espera. É esperar para ver.

5) Por fim, é muito bom reencontrar companheiros de outras coberturas jornalísticas, ex-atletas que até outro dia eram entrevistados na saída da quadra, fontes das antigas… São coisas que sinto falta da vida de repórter.

Ah, o jogo… No terceiro 3 a 0 do time na competição, apenas dois jogadores da base titular estiveram em quadra: Lucão e Mario Júnior. O restante foi poupado: Bruninho, Dante e Leandro Vissotto (repetindo a estratégia de sábado), além de Eder e Lucarelli (que ficaram no banco de reservas). Assim, Bernardinho rodou suplentes que serão importantes em Mar del Plata e aproveitou para fazer os cortes: Rapha, Renan e Alan estão fora do Final Six.

Não me surpreendi com a ausência dos titulares contra os americanos e com o nome dos cortados. Eu tinha uma dúvida se ele levaria dois líberos, abrindo mão de Isac, por exemplo, que vem em recuperação daquele problema no dedo. No mais, ele foi coerente e lógico na escolha.

Gostei da atuação de Wallace em comparação ao jogo de sábado. O saque do oposto e do central Lucão desequilibraram e serão importantes contra times com bloqueio e ataque mais pesados, como a Rússia. Em outro post, voltarei a falar do jogador do Sada/Cruzeiro, com a comparação que o levantador William fez em entrevista após  o jogo sobre o companheiro.



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