Uma virada brasileira para não ser esquecida!



Talvez você guarde em um lugar especial da memória a vitória da Seleção Brasileira sobre a Rússia, nesta quarta-feira, pela abertura da terceira fase do Mundial masculino. Que virada em Turim!

Depois de perder os dois primeiros sets (25-20 e 25-21), o Brasil iniciou uma incrível reação para fechar o jogo com triunfo por 25-22, 25-23 e 15-12.

E não são poucos os responsável pela reviravolta verde-amarela.

1) William

O levantador iniciou o terceiro set numa troca simples com o capitão Bruninho. O ataque brasileiro estava travado até então, tanto pelo tamanho do bloqueio russo quanto pela eficiência do sistema defensivo, um diferencial desta equipe europeia. E William conseguiu dar outro ritmo para a partida. Inicialmente com uma forma diferente de usar os centrais, com bolas mais distantes, dificultando a leitura do block. Lucão cresceu demais com ele em quadra.

O Mago também fez algumas jogadas geniais, aquelas que certamente rechearão um DVD de melhores momentos. E ele ainda pontuou no saque e fez algumas defesas. Se a altura faz com que ele dê prejuízo no bloqueio, a compensação acontece nos demais fundamentos.

Meu troféu de melhor em quadra seria de William nesta quarta. A tuitada do amigo Fernando Nardini ajuda a resumir bem:

2) Wallace

O oposto cresceu demais a partir de uma provocação. Volkov, o maior pontuador do jogo, vinha deitando e rolando no ataque. E uma provocação do ponta ao fim do segundo set fez o árbitro abrir o terceiro com cartão amarelo para os dois lados. E aquilo fez o Brasil jogar com “sangue nos olhos”. Talvez essa foto de William e Douglas vibrando em direção aos russos ajude vocês a entenderem melhor.

Vibração de William e Douglas Souza (Divulgação FIVB)Na entrevista ao SporTV, Douglas Souza confirmou que o time ficou incomodado com a provocação e mudou a atitude na sequência do duelo. Wallace terminou a partida com 22 pontos, apenas um atrás de Volkov.

3) Renan e a comissão técnica brasileira

A CT, como tratada na gíria do vôlei, também merece uma menção honrosa na construção da virada. Renan Dal Zotto viu mudanças pontuais em diferentes momentos da partida darem o resultado esperado. Não preciso mais escrever nada sobre o William. Mas o mesmo vale para as passagens do líbero Maique pela defesa. Foram pelo menos três intervenções muito difíceis que resultaram em pontos, uma delas para fazer 13 a 10 no tie-break. Vejam o ponto finalizado por Lucão no bloqueio.

Lucas Lóh também entrou em um momento delicado no fim do quarto set, para acertar o passe. Fez também duas defesas que permitiram Wallace pontuar no contra-ataque.

Renan não citou nomes dos integrantes da comissão técnica na entrevista, mas agradeceu pelas informações que recebeu dos assistentes para as tomadas de decisão. Aí vale falar de Marcelo Fronckowiak e Ricardo Tabach, que ficam no banco de reservas, e Juba, responsável por espionar os rivais nas fases anteriores.

Para encerrar esse post, uma informação sobre a importância de Estados Unidos x Rússia, nesta quarta-feira, para a Seleção Brasileira. Vitória americana por qualquer placar já garante a eliminação russa e a classificação antecipada dos demais integrantes do grupo.



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