Uma vaga na final que deve ser muito comemorada



“Que o 24 a 19 seja enterrado de vez”

A frase acima não é minha. E talvez vocês se surpreendam sobre a autoria. Farei mistério e revelarei apenas no fim do dia.

É impossível não lembrar da semifinal de Atenas-2004, após a semifinal do Grand Prix-2011. Mesmo rival, algumas jogadoras que vivenciaram aquele fatídico e inesquecível dia. Não gosto de exageros e muito menos ufanismo. Mas todo fã de vôlei de recordou do fatídico 24 a 19, após o Brasil virar o terceiro set ao estar perdendo por 22 a 15. Sem querer comparar uma semi olímpica e uma semi do GP, muitos se sentiram um pouquinho vingados.

Mas fiquemos por aí nas coincidências.

Vale, sim, enaltecer a forma com que o Brasil conquistou a 13ª vitória em 13 jogos no GP e carimbou seu passaporte para a final. Um 3 a 0 (26-24, 25-17 e 25-23) contra as atuais campeãs do mundo sempre é categórico.

Um número impressiona. A Seleção marcou 11 pontos no bloqueio, sendo quatro com Thaisa, a maior pontuadora do time com 15 acertos. As russas fizeram apenas cinco. Gamova terminou o jogo com 17 pontos. Vale destacar também os 12 acertos cada de Sheilla e Fabiana.

Mesmo sem Paula Pequeno e Mari, o Brasil começou bem o jogo. Mas as russas logo viraram e chegaram ao segundo tempo técnico à frente, com quatro pontos de vantagem. E a partir daí aconteceu a primeira virada brasileira na semi. Um sinal importante para uma formação titular que pouco jogou junta até hoje e mostrou maturidade.

Na segunda parcial, um passeio. No primeiro tempo técnico, já tínhamos uma cômoda vantagem de seis pontos, após bons saques de Fernanda Garay. Louve-se a atuação das centrais Thaisa e Fabiana, acionadas 34 vezes no ataque em todo o jogo (colocaram 21 bolas no chão). Com tantas bolas no meio, Dani Lins atualmente não precisa sobrecarregar a oposto Sheilla, que bateu 22 bolas e teve 50% de aproveitamento. Já Startseva, a levantadora russa, acionou Gamova 39 vezes e ela colocou 16 no chão.

Por fim, o terceiro set. As russas lideraram desde o início. Abriram 17 a 9 e o Brasil foi reduzindo. Chegou a 22 a 15, mas parecia que o quarto set iria acontecer. Mas não. O 25 a 23 valeu para tirar o grito da garganta e um nó do peito.

– Estou muito orgulhoso da equipe. Vencemos as atuais campeãs mundiais por 3 sets a 0. No terceiro set quando a Sheilla foi para o saque, nós perdíamos por 22 a 15 e a Rússia estava com a sua melhor atacante na rede (Gamova). Acabamos vencendo a parcial por 25 a 23. Foi uma vitória importante para o grupo. Espero que nossa equipe não se esqueça do resultado desse terceiro set – disse Zé Roberto.

Do jeito que está jogando, o time de Zé Roberto é favorito ao eneacampeonato. Que venham sérvias ou americanas.

PS – A final será contra os EUA, que bateram a Sérvia por 3 a 0 (25-22, 25-20 e 25-21), às 4h40. Preparem-se para madrugar, amigos e amigas!



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