Uma rodada de homenagens para a Chape



A noite de sexta-feira no vôlei brasileiro foi marcada por homenagens de participantes da Superliga ao time de futebol da Chapecoense, vitimado pelo trágico acidente aéreo em Medellín, na Colômbia, no início da semana.

Em Bento Gonçalves (RS), pela competição masculina, o líbero Serginho, do Sada/Cruzeiro, usou a camisa verde da equipe catarinense durante a vitória por 3 a 0. Bacana ver que a ideia não foi “vetada” pelo patrocinador por não ter sua marca exposta durante o jogo, mostrando sim os apoiadores da Chape (Caixa e Aurora) e também não sofreu restrições da CBV. Nestas horas qualquer rigidez maior do regulamento merece ser flexibilizada por uma causa tão nobre.

Os times ainda se juntaram e abriram uma faixa com  a mensagem Força Chape. Com a vitória, o Sada permanece líder e invicto.

Em Lages (SC), pelo torneio feminino, mais de 4 mil pessoas estiveram presentes na vitória do Rexona-Sesc sobre o Rio do Sul também por 3 a 0. As duas equipes entraram em quadra vestindo uma camisa em homenagem às vítimas do acidente aéreo e carregando uma faixa com a frase: Eternos Campeões #ForçaChape. Além disso, foi respeitado um minuto de silêncio.

Em São Paulo, o Genter/Bauru também entrou em quadra para encarar o Pinheiros com uma camisa alusiva ao time catarinense. Ela continha o escudo e a frase Força Chape.

Hoje, às 14h, será a vez do Vôlei Nestlé prestar sua homenagem no jogo com o Camponesa/Minas. Além de pedir para que o público compareça ao José Liberatti vestindo verde e branco, o time de Osasco fará outras homenagens. Por meio da iluminação, torcida e ginásio serão destacados com as cores da Chapecoense. O Vôlei Nestlé vestirá seus boleiros e animadores com uma camisa alusiva ao clube de Chapecó e as atletas vão entrar em quadra com uma faixa de apoio.

– É um momento muito dolorido para quem vive do esporte. Todas as vezes que vejo as imagens só consigo pensar nas famílias e em cada pessoa que deixou para trás toda uma vida e seus sonhos. O que reinava naquele avião era felicidade. A gente sabe o quanto é importante estar em uma final de competição internacional. Peço a Deus que conforte cada família e que alivie essa dor que estão passando. Imagino o quanto esse momento era marcante para a imprensa de Chapecó por ter um time da cidade disputando uma final. Nossa equipe está sensibilizada e essa é uma forma de viver também a dor junto com essas famílias. Estamos juntos com a cidade de Chapecó, local que já tive oportunidade de jogar quando lá teve um time de vôlei masculino muito forte e tradicional. É uma forma singela de mostrar que estamos muito tristes, mas a dor que cada um deve estar sentindo é imensurável. Força e estamos juntos Chape – disse o treinador Luizomar de Moura.



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