Uma noite carioca



A sexta-feira foi carioca na Superliga.

Pela competição masculina, o RJX abriu os playoffs com uma vitória sem muitos sustos, no Maracanãzinho, sobre o São Bernardo por 3 a 0 (25-20, 28-26 e 25-21).

Bruninho, que era dúvida para o duelo após torcer o tornozelo na última rodada da fase de classificação, foi titular e ainda faturou o prêmio de melhor em quadra. Com a escalação do selecionável, o time de Marcelo Fronckowiak pôde manter uma das características marcantes da temporada: usar e abusar das jogadas de meio com Lucão. O central, aniversariante do dia, terminou o duelo com 16 pontos. O mais impressionante é o aproveitamento no ataque: 100%. Dez acertos em dez tentativas. Os outros seis pontos foram de bloqueio.

Como o VivaVôlei é escolhido pela comissão técnica do time vencedor, a opção por Bruninho, além da boa atuação, foi uma forma de reconhecer o esforço que ele teve para estar em quadra. Eu até entendo. Mas se o prêmio ficasse com Lucão também seria justo.

Pelo time do ABC, que não conseguiu pressionar o rival e passou quase todo o jogo atrás no placar, o oposto Renan Buiatti fez 16 pontos. No segundo jogo, na terça, em São Bernardo do Campo, o RJX tem tudo para liquidar a série.

Já pelo torneio feminino, as semifinais começaram no Ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo, dando a impressão de que o Sesi seria um páreo duro para a Unilever. Mas, depois de vencer o primeiro set por 25 a 23, o time paulista passou a errar demais e facilitou a virada das cariocas, parciais de 25-17, 25-20 e 25-16.

Natália foi eleita a melhor em quadra, enquanto Gabi, com 19 pontos, foi a maior pontuadora. A dupla realmente se destacou. Mas Regiane, que entrou como oposto no lugar de Sarah Pavan, no terceiro set,  também merece uma menção honrosa pela atuação, com 11 pontos marcados. 

Acho que, se eu dissesse no início da competição que a Unilever, que mudou tanto da temporada passada para a atual, venceria um jogo de semifinal sem Logan Tom e com Sarah Pavan no banco, seria ridicularizado por muitos.

Já a surpreendente (ou não?) queda de rendimento do Sesi, após sair na frente, se deve, em parte, à ponta Tandara. Ela passou a errar mais do que o normal, tanto no ataque quanto no passe, depois de começar bem. Parecia desconcentrada, sem confiança. Não foi a mesma jogadora que decidiu na série contra o Banana Boat/Praia Clube. E o time sentiu muito essa mudança.

Para forçar um terceiro jogo, o Sesi precisará transformar em regra a exceção que foi o primeiro set. Menos do que isso será impossível ganhar dois jogos no Rio de Janeiro.

 



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