Um turno com discussões, intrigas e derrotas no Banana Boat/Praia Clube



O clima esquentou em Uberlândia. Atuações ruins e derrotas surpreendentes expuseram que comissão técnica, jogadoras e diretoria não falam a mesma língua atualmente no Banana Boat/Praia Clube.

O blog apurou que a crise aumentou no segundo turno da Superliga. A temperatura começou a subir na partida contra o Pinheiros. A inversão de 5-1, substituição feita por Spencer Lee, no fim do segundo set, com o Praia prestes a fechar a parcial, não funcionou e as mineiras levaram a virada. Houve reclamação no banco de reservas e ela foi ouvida por dirigentes, que estavam do lado de fora de quadra. E eles teriam concordado com o erro do treinador.

Dias depois, a situação piorou. Em um treino apenas com a presença das reservas, Mari e Spencer Lee discutiram. A jogadora, que está recuperada da cirurgia no joelho, pediu mais espaço e tempo em quadra para recuperar o ritmo de jogo. Atualmente tem entrado pouco nos jogos e ainda por cima tem dificuldades para se entrosar com Camila Torquete, que é a capitã do Praia, e quase sempre do banco juntamente com ela. Quem viu disse que o papo entre a campeã olímpica e o técnico foi áspero e tenso.

Depois, já com as titulares presentes, Spencer desabafou sobre a situação atual e a pressão interna que vem sofrendo.

Para tentar amenizar a situação, outras duas reuniões aconteceram: uma somente entre as atletas e outra com a presença de André Lelis, dirigente do Praia. Encontros conhecidos como “lavagem de roupa suja”. Pelo que apurei, grande parte do elenco sabe da importância de Mari e o quanto ela pode ser decisiva nos playoffs. E assim entendeu sua reação ao pedir mais espaço.

Ontem, em São Paulo, o time de Uberlândia perdeu o quarto lugar após derrota para o Sesi por 3 a 0 (21-17, 21-14 e 21-17). O time titular foi mantido por Spencer, com Juliana Carrijo, Monique, Michelle, Herrera, Mayhara, Naty Martins e Tássia. Mari entrou no segundo set e começou como titular no terceiro, no lugar de Michelle. As maiores pontuadoras foram Herrera e Mayhara, com nove pontos cada. Mari e Monique fizeram quatro. Pelo Sesi, Bia fez 13, sete deles no bloqueio.

Para quem acompanha o blog com frequência, não preciso repetir que esperava muito do Praia nesta temporada. Além da excelente campanha na Superliga passada, o time aumentou o investimento, se reforçou e era cotado para fazer frente aos hegemônicos  Molico/Osasco e Unilever.  Duvido que exista algum elenco no país hoje com Herrera, Glass, Mari, Monique e Michelle como opções para ponta/saída. É claro que devemos colocar na balança também que a americana está machucada, Mari e Herrera passaram muito tempo em recuperação, enquanto as gêmeas estavam na Seleção durante a pré-temporada.  Isso pesa, mas já era tempo, quase na metade do segundo turno, para o time estar em outro patamar no quesito performance.

O time é forte, Spencer já mostrou ser capaz e ainda há tempo de reagir. É esperar os próximos capítulos para ver se os desentendimentos resultaram em virada ou se a tendência é seguir ladeira abaixo.

 



MaisRecentes

Dentil/Praia Clube confirma presença no Mundial



Continue Lendo

Seleções disputarão amistosos pelo país antes dos Mundiais



Continue Lendo

O adeus do genial genioso Ricardinho



Continue Lendo