Um sol para cada um em Copa



Pessoal, a coluna Saque, deste domingo, 30/1, é sobre vôlei de praia. Logo mais, após voltar do Maracanãzinho, minhas impressões de Unilever x Sollys.

Na sexta-feira, no meu Twitter (@danbortoletto), pedi aos meus seguidores sugestões do que fazer na folga do fim de semana, no Rio de Janeiro. Vários sugeriram uma praia como destino, mas nem todos para um mergulho no mar. O “convite” era para acompanhar a etapa do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, que acontece em Copacabana.
Uma opção interessante, mas que me fez refletir sobre um dos assuntos da semana na redação do LANCE!: o calor senegalês na Cidade Maravilhosa neste fim de janeiro.

Na sexta-feira, 41 graus. Insuportável até para quem está com ar condicionado e ventilador ligados. Imagino então para os atletas que encaram o sol a pino em plena hora do almoço e areias escaldantes. A sensação de jogar com uma clima destes, certamente, não é das mais agradáveis. O desgaste físico, por sua vez, leva todos ao limite da exaustão, ainda mais no início da temporada nacional, que serve como treinamento de muitos para o Circuito Mundial. Quando penso em um jogo com uma hora de duração nestas condições climáticas, passo a achar quase um exagero tempo técnico em jogos de futebol que começam às 19h30, no Engenhão.

O segredo de várias parcerias é treinar durante grande parte do ano no Nordeste. E lá, com um sol para cada um em grande parte do ano, encarar o verão carioca é fichinha. Ainda assim, tiro meu chapéu para a preparação física de quem joga em alto nível no vôlei de praia.

Então seria um programa de índio passar meu domingo na arena montada em frente à Avenida Princesa Isabel, em Copa?

Não e sim. Logicamente para o torcedor, ficar numa arquibancada com uma lua destas renderá um belo bronzeado. Haja protetor solar, pessoal! Mas, por alguns aspectos, arrumar um lugar na arena significa ver bons jogos, novas duplas (algo que muito me incomoda a cada novo ano) e os craques que sonham com medalha na Olimpíada de Londres, no próximo ano.

Dentre as novidades de 2011, os Pedros Solberg e Cunha estão juntos novamente. Já conquistaram bons resultados internacionais no passado e sabem que têm potencial para sonhar com a vaga olímpica. Os principais concorrentes são Emanuel/Alison e Ricardo/Márcio, com bagagem, títulos e experiência de sobra. No papel, são os favoritos do país para Londres-2012.

No feminino, as principais duplas não sofreram alteração para a temporada. Juliana/Larrisa está um patamar acima das rivais e, caso nenhuma delas sofra problemas físicos (já bati três vezes na madeira), é favorita ao ouro na Inglaterra. Talita/Maria Elisa vem logo atrás, sempre perseguida pelas irmãs Maria Clara/Carol e Taiana/Vivian.
Ver o que acontecerá em 2011 será de suma importância para ter mais certeza da possibilidade de o Brasil, em Londres-2012, tirar dos Estados Unidos a hegemonia do vôlei de praia obtida em Pequim. E, lá na Inglaterra, com certeza jogar com um clima mais ameno do que o atual em Copa.



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