Um resumo do Mundial nesta quinta-feira



De folga, Brasil e Itália se classificaram para as semifinais. E viram de camarote os demais adversários fazendo batalhas homéricas em Milão.

Na abertura da rodada, a República Dominicana esteve muito próxima de um resultado histórico. O time dirigido pelo brasileiro Marcos Kwiek abriu 2 a 0 na China e tinha o controle das ações. De la Cruz botando quase todos os ataques no chão (beirou os 40 pontos), Brenda Castillo dando muito volume de jogo e Priscila Rivera sendo inteligente ao alternar largadas e pancadas diante do block chinês. Mas, quando tudo indicava um 3 a 0 e a classificação caribenha para a semi, o jogo mudou.

Fiquei com a impressão de que as dominicanas não souberam fechar a partida. Uma ansiedade que times realmente sentem, ainda mais quando não estão acostumados a disputar jogos deste nível com frequência. Um duro aprendizado, que fará com a noite seja longa para o grupo, que certamente vai se lembrar de alguns pontos bobos, dados de graça para a China e que acabaram fazendo falta, ainda mais com parciais tão apertadas: 22-25, 23-25, 25-23, 25-23 e 15-13.

Caso não vença o Brasil, nesta sexta-feira, as dominicanas estarão eliminadas. Ainda assim, o trabalho de Kwiek merece muitos aplausos. Do lado chinês, valeu a coragem de Lang Ping de trocar as levantadoras em vários momentos. Caso confirme a classificação, a equipe asiática não deve contar com a central Xu, que deixou o jogo no fim do terceiro set, com uma torção no pé.  Mais responsabilidade para Zhu, maior pontuadora do time hoje.

Já no jogo de fundo, russas e americanas fizeram outro jogo de vida ou morte. Atropelada ontem pela Itália, a seleção dos EUA assimilou bem o golpe e ensaiou um 3 a 0 diante das gigantes. Abriu 2 a 0, com Glass usando mais o meio de rede, Hill consistente na virada de bola e boas inversões com Thompson e Fawcett. Porém, com 13 a 6 no terceiro set, sofreu um apagão (ou seria um blecaute?). Só marcou mais dois pontos e sofreu 19. Ainda assim, não se abalou para fechar o jogo em 3 a 1 (25-19, 25-23, 15-25 e 25-23) para se manter viva na competição. Nesta sexta, torcerá por vitória da Itália sobre a Rússia ou derrota das donas da casa no tie-break.

E não deixa de ser engraçado ver as russas pagarem um preço alto pela presença de Gamova. Ela não sai do time por nada, mesmo sofrendo nitidamente para virar as bolas. Enquanto isso, a recepção bisonha com Kosheleva e Goncharova leva pontos de saque em excesso, deixando o já óbvio “bolão das levantadoras na ponta” ainda mais óbvio. Amanhã, a última chance de manter o sonho do tri vivo.

Qual a aposta de vocês para as semifinais?



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