Um papo com Fernanda Garay



Titular na vitória do Brasil sobre o Japão, ontem, no quarto e último amistoso da série, a ponta Fernanda Garay conversou com exclusividade com o blog após o 3 a 2, no Maracanãzinho.

Ela fez um balanço da temporada de estreia pelo Dínamo Krasnodar, da Rússia, além de projetar o desempenho da Seleção em 2015.

BALANÇO TEMPORADA 2014/2015

“Acho que o saldo foi muito positivo na temporada. Jogamos Copa da Rússia, Campeonato Nacional, Mundial de Clubes e Copa CEV (segundo principal campeonato euroeu). Das quatro ganhamos duas (Copas da Rússia e CEV), ficamos uma em segundo (Mundial) e na outra não fomos muito bem (derrota nas quartas de final do Russo). Então, posso garantir que o saldo foi positivo”

Garay em ação contra o Japão (Alexandre Arruda/Divulgação CBV)

Garay em ação contra o Japão (Alexandre Arruda/Divulgação CBV)

A EXPERIÊNCIA RUSSA

“A minha expectativa de Rússia não existia. Antes de receber a oportunidade de trabalhar lá, não tinha muita informação. Mas o nível do campeonato é muito forte, adversários com piores colocações costumam dar trabalho nos jogos. Na questão do relacionamento com as jogadoras russas, foi tudo tranquilo. Só não foi melhor pela dificuldade da língua. Elas não falam quase nada de inglês. Então, no começo, me relacionava mais com a Pasynkova (ponta), que falava inglês, com a Sokolova, que fala bem, e, é claro, com a Fabíola o tempo inteiro. Aos poucos fui aprendendo um pouco de russo, mas elas sempre foram simpáticas, me trataram bem. Hoje já falo um pouquinho de russo e isso também ajuda”

TRABALHO COM UM GRUPO MAIOR DE ATLETAS

“Está sendo bom até aqui. As jogadoras estão buscando dar algo a mais, para assim conseguirem se manter no grupo”

MOMENTO

“Fisicamente estou um pouco atrás das demais jogadoras, pois elas tiveram mais tempo de treino (Garay se apresentou com as jogadoras do Rexona, que também disputaram o Mundial de Clubes). Mas estou me dedicando ao máximo para me equiparar a elas, pois teremos uma primeira fase muito forte no Grand Prix, a segunda também, ainda mais sendo no Brasil. A intenção é tentar me recuperar o mais rapidamente possível”



  • Rafael

    Garay é daquelas raridades do vôlei brasileiro feminino atual.
    Esclarecida em suas opiniões, vê-se que tem um bom nível de instrução ao contrário da maioria das meninas que saem cedo de casa em busca de um sonho e colocam o estudo em último plano.

  • @alcidesxavier

    Senti falta de uma pergunta sobre a opinião dela sobre o pedido de dispensa da Fabíola. Já que elas tem uma grande afinidade por sempre jogarem juntas em clubes. Pinheiros, Osasco e Krasnodar.

  • JOSE HERBERT DE ARAUJO

    Sou fã da Garay, sempre achei uma jogadora de muita raça e força.
    Mas mudando de assunto, o Irã acaba de atropelar os EUA em Teerã, 3×0. A torcida iraniana não para. É muito barulho e isso inflamou os jogadores que não aliviaram. Parabéns aos iranianos. Poloneses e russos que se cuidem.

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    http://naalmavolei.blogspot.com.br/

  • MVP do blog

    Gosto muito da Garay, espero que ela venha com tudo nessas competiçoes!

  • Edu

    Garay na totalidade fez uma boa temporada na Russia jogando pelo Krasnodar.Já chegou sendo efetivada como titular fazendo com que a outra ponteiro ,Sherban, da seleção russa, muda-se de mala e cuia para o Dinâmo Moscou na segunda rodada do campeonato por vontade própria.Enfrentou atletas mais altas e fortes e teve que aperfeiçoar seu bloqueio e ataque para conquistar maior efetividade.Foi também interprete da Fabíola falando inglês com os assistentes técnicos já que o técnico principal,Ushakov, não falava outro idioma senão o russo.Do Krasnodar, o que melhor se comunica com as jogadoras brasileiras fora a Sokolova que aprendeu alguma coisa por ser amiga do ZRG do tempo de Fenerbache é o diretor geral do voleibol que morou no Brasil por cinco anos no final dos anos 90 e inicio do dois mil quando jogou pelo Suzano.Provavelmente a barreira do idioma e uma melhor comunicação entre elas na adrenalina da quadra ate elevasse mais o desempenho da equipe e a conquista de uma vaga na CL.Na fase de play offs jogavam tranquilas e não muito bem e sem sustos venciam por 2 a zero.Tamanha tranquilidade e certa displicência fizeram tomar o empate e depois o técnico chamou a Fabíola de lado, pela primeira vez na temporada, e travaram um dialogo de gestos com algumas palavras em espanhol e inglês.Surtiu efeito e ganharam no tie break a primeira partida na casa do adversário.Na segunda partida decisiva, em casa,o time piorou e ficou completamente apático.Mesmo assim conseguiu três match points. Em dois deles, a Garay não conseguiu finalizar.Foram para dois tie breaks na comparação dos sets e perderam a disputa da vaga em melhor de seis sets (com dois golden sets de tie break e uma partida de quase três horas).

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