Um dia quase 100% mineiro, sô!



Esses times mineiros não estavam tão bem assim, uai!

A constatação de um torcedor das Alterosas poderia resumir bem as quartas de final de ontem. O sotaque mineiro, que ouço tanto aqui na minha casa, deu o tom nos jogos de terça-feira da Superliga feminina.

A começar pela surpreendente/incrível/histórica vitória do Mackenzie Cia do Terno sobre a Unilever por 3 a 2, em BH. O jovem time, mesmo sem contar com seu principal nome nas melhores condições físicas (Priscila Daroit), mostrou uma estratégia tática bem definida e não teve respeito, no bom sentido, com Mari, Sheilla, Fernanda, Fabi & Cia.

Para quem não conhecia, a jovem Gabi, de 17 anos, deu seu cartão de visitas. 20 pontos marcados e o prêmio de melhor em quadra. Por outro lado, Mari continua sua temporada irregular (talvez a maior de todas), principalmente no passe. Suas atuações devem, à distância, preocupar demais o técnico José Roberto Guimarães para a campanha olímpica.

Outra característica do jogo foram os “lapsos” de cada time por longos períodos. Vejam só: mineiras abrem 6 a 0 no primeiro set. Depois, têm 24 a 16 e sofrem OITO pontos seguidos. Na segunda parcial, cariocas abrem quatro pontos no início, mas sofrem quatro seguidos e cedem o empate. No tie-break, o contrário, com a Unilever tirando quatro pontos de desvantagem no fim do set. Impressiona a tal instabilidade feminina.

Para quem não acreditava em qualquer chance de zebra nas quartas de final (os dois jogos da fase de classificação terminaram em 3 a 0 para a Unilever, com o Mackenzie fazendo no máximo 22 pontos em um set), o jogo de ontem provou o contrário.  As cariocas agora jogarão pressionadas por três derrotas seguidas. E as mineiras jogarão “sem responsabilidade” e com a certeza que têm capacidade para derrotarem as favoritas. Ingredientes a mais para um confronto que merece ser acompanhado de perto.

Ainda em BH, na Arena Vivo, a Usiminas/Minas também precisou do tie-break para vencer o Sesi (25-16, 22-25, 25-17, 21-25 e 15-11). Neste duelo esperava-se mesmo o equilíbrio, com a vitória podendo cair em qualquer colo. Para variar, as cubanas lideraram o time da casa, com Ramirez sendo eleita a melhor em quadra e Herrera terminando como maior pontuadora.

Durante toda a Superliga, o Sesi oscilou mais do que o Minas. E, nos playoffs, isso pode custar caro, como vimos nas parciais do primeiro e terceiro sets, que tiveram domínio total das donas de casa. E não vejo muito como Talmo mudar o Sesi com as peças que possui no banco de reservas.

E a noite só não foi 100% mineira pois o Vôlei Futuro impediu, com muito suor, que o Banana Boat/Praia Clube não aprontasse outra zebraça, desta vez em Araçatuba. Com parciais de 32-20, 23-25, 25-16, 20-25 e 16-14, o time paulista bateu o de Uberlândia.

Não vi pelo SporTV o duelo, mas admito ter me surpreendido com as dificuldades que a equipe de Paulo Coco teve. As mineiras possuem um bom passe, principalmente com Suelle e Arlene, e uma boa temporada de Monique na saída de rede. Ainda assim, eu achava pouco para superar o favoritismo do Vôlei Futuro. Mas ele esteve por um fio. Das poucas coisas que vi na TV, uma me chamou a atenção: uma áspera discussão entre Fernanda Garay e Paulo Coco. Alguém me explica o motivo?

Por fim, quem sentiu falta de emoção durante quase toda a fase inicial da Superliga feminina, foi brindado com adrenalina de sobra na abertura dos playoffs.

Vão mudar as apostas que fizeram antes do início das quartas de final?



  • Marcelo

    Gente, o Daniel falou tudoo, a Adrelina e o tão falado equilibrio que não tivemos durante o campeonato, estamos tendo nos playoffs, quem que apostava que o Mackenzie ia vencer o tão forte Unilever, quem ia apostar que 3 dos 4 jogos seriam tão equilibrados???? Eu acompanho a Superliga desde a temporada 2005/2006, e nunca vi um começo de play offs tão equilibrado, tomara que seja assim até a Final, e que não dê Rio e Osasco novamente, adoro esse clássico, porém já deu né….

  • Bruno

    Surpreendente/incrível/histórica a vitória do Mackenzie mesmo. Depois de abrirem 4 pontos no tie break e deixarem o Unilever empatar, achei que já era (que nem o primeiro set bizarríssimo do 24×15 ao 24×24!). Quanto à discussão de Garay e Coco, parece que a ponteira só largou uma bola no contra ataque pra abrir 13×10 no 5° set e o técnico (e toda a torcida) queria que ela tivesse enchido a mão, já que tinha condições pra isso.
    Agora é esperar os jogos do final de semana!

  • Simone

    As áspera discussão do Paulinho com a Fernada Garay não passa de “calor” do jogo. Isso faz parte. Assim como já vi várias vezes o Bernardinho gritando na orelha da Mari, que não dá áspera discussão pq a Mari não fala, o gato comeu a língua dela.
    O Paulo Coco é um técnico de aparencia estressada, mas não é diferente de ninguém.
    Me lembro do José Roberto Guimarães brigando feio com a Thaisa pela seleção e ela dizendo pra ele que JÁ HAVIA FEITO TUDO QUE PODIA.
    Já vi o Giovanne gritando com o WALLACE, ele dando as costas e o Giovanne ao berros: – WALLACE, VOLTA AQUI ESTOU FALANDO COM VC!
    Até o Serginho mandou o Bernardinho tomar naquele lugar nas frente das câmeras.

    Sinceramente, vamos analisar a partida, porque discussão tem em todos os jogos.

    • Guga

      Quem realmente merececia ouvir uns gritos, nao ouviu.. Joycinha, me pergunto sempre o q aconteceu c ela dpois q saiu do colo do Bernadinho, ela voava e atacava com muita força e velocidade, dpois q foi pro VF, so faz errar e errar

      • Simone

        Verdade Guga! Está errando demais. Erros grosseiros.

  • juliana

    olha a melhor superliga de tds os tempos so faltou o são bernardo dar trabalho ao osasco pois ia ser d+ olha o praia tem que acreditar mais nelas no jogo em casa e levar para o terceiro adoro ese equilibrio

  • Afonso (RJ)

    Na minha opinião, acho que mesmo que inconscientemente, o Volei Futuro subestimou o Praia Clube, e jogou mais pressionado, ao passo que o time mineiro jogou despreocupado, como franco atirador. Mas no final das contas, acabou dando a lógica.

    Algo semelhante pode ter ocorrido no embate Mackenzie x Unilever, apenas com um resultado diferente. Aliás, tem um amigo meu que jura de pés juntos que o Unilever “entregou” o jogo, para que haja três partidas e assim o patrocinador apareça mais na mídia. É como sempre, a famosa e delirante “teoria da conspiração”. Eu não acredito nem um pouco.

    Quanto ao Sesi x Usiminas, para mim o resultado não foi surpresa. Faz tempo que acho que o Talmo não conseguiu “dar personalidade” ao time paulista. No papel os times meio que se equivalem, mas se o placar fosse medido em vibração e garra, tenho a impressão que seria goleada para as cubanas/mineiras.

    Osasco x São Bernardo? Não teve jogo. O que se viu foi um atropelamento.

    Mas acho que no frigir dos ovos, vai acabar dando a lógica: Uma semifinal deverá ser mesmo Volei Futuro x Unilever. A outra o Osasco está garantido, provavelmente contra o Usiminas, mas o Sesi ainda tem chance. De qualquer forma, vejo o Osasco como o grande favorito para uma das vagas na grande final. O seu adversário deverá sair do embate entre Unilever e Volei Futuro, com bem maiores possibilidades para o time de Araçatuba. E pelo que os times vem mostrando até agora, na final o Sollys leva a taça desse ano até com relativa facilidade. Mas, como estamos falando aqui de volei feminino, tudo pode acontecer. E justamente aí reside a beleza desse esporte (sem falar de inúmeras outras belezas em quadra) 🙂

  • Leo

    Comeco de playoff muito legal! Deu gosto de ver o Mackenzie ganhando da Unilever, mais ainda a personalidade da jovem ponteira Gabi! Muito corajosa! Sesi e Minas eh uma incognita, mas torco por classificacao do Sesi! Volei Futuro ganhou na ”cagada”…rsrsrsrsrs…tomara que se classifique logo!
    Agora, so uma coisa me preocupa: a atuacao de Mari! Gente, como essa menina caiu de rendimento, tomara que essa fase tenha fim antes das olimpiadas! Falando em olimpiada, to sentindo que vo sofrer tanto quanto na Copa do Mundo! ai ai…

  • Marcos André

    Você se acha engraçado, Daniel??

    • Daniel Bortoletto

      não

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