Um dia especial para Rosamaria e a nova geração do Brasil



A Seleção Brasileira conquistou nesta sábado a segunda vitória na Copa Rio Internacional, no Maracanãzinho. Do banco de reservas, Rosamaria acompanhou todo o confronto sem entrar em quadra.  A ponta/oposto de 21 anos foi chamada às pressas para o torneio, já que várias atletas (Fabiana, Joycinha, Fernanda Garay, Suelle e Juciely) estão lesionadas.

Mas, mesmo sem jogar, ela não tinha motivos para estar aborrecida. Rosa, como é chamada pelas companheiras, teve um momento de protagonista no ginásio que receberá em pouco mais de 11 meses a competição de vôlei da Rio-2016. No intervalo entre o segundo e terceiro sets, ela foi homenageada pelo título mundial sub-23, recém-conquistado na Turquia. Ao lado das companheiras e da comissão técnica, ela deu uma volta olímpica carregando o troféu. E recebeu, de jovens do VivaVôlei, projeto social da Confederação Brasileira, um quadro com uma imagem da comemoração.

Rosamaria com o troféu do Mundial sub-23 (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Rosamaria com o troféu do Mundial sub-23 (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

– Foi emocionante. A memória ainda está muito fresca na cabeça. Estar com as meninas hoje aqui foi a realização de mais um sonho. Entrar nesse ginásio, que vai receber a Olimpíada daqui a um ano, fica muito na cabeça: está chegando a hora.  A homenagem para as meninas foi muito linda. Esse grupo mereceu muito e esse campeonato foi importante para o vôlei brasileiro – comentou a camisa 6.

Rosamaria foi uma das protagonistas da campanha brasileira na Turquia. Uma semana antes, ela já havia feito parte da Seleção principal na campanha do Pan-Americano de Toronto (CAN). A atacante faz parte de uma geração que terá a difícil tarefa de substituir a atual, que é bicampeã olímpica, e poderá no próximo ano conquistar o inédito tri consecutivo. E já está sendo lapidada para isso.

– Estou tentando aproveitar ao máximo tudo neste convívio. Essa oportunidade de ter voltado para a Seleção principal foi bacana. Foi um ano de muitas vitórias, conquistas… Não esperava essa reviravolta tão grande, uma chance tão cedo. Estou tentando aprender ao máximo com as meninas. Com a Olimpíada batendo à porta vou seguir trabalhando muito até o Zé mandar a lista. Mas se não for nessa eu quero estar na próxima.

Inspiração para as demais companheiras do sub-23, Rosamaria também fala de suas inspirações. Ontem, passou quase todo o jogo ao lado de Sheilla, uma delas.

– Sheilla, Garay e Jaque são inspirações. Tento sugar tudo ao máximo delas, nos treinos, jogos. O comportamento também é importante. É a primeira vez que estou ao lado dela (Sheilla) nestes dias aqui no Rio. Estou tentando observar bastante a Sheilla, que é da minha posição. Elas me ajudam bastante. Só tenho a crescer – revelou Rosa.

Nos treinos de quinta-feira, José Roberto Guimarães disse que pretende ver Rosamaria jogando também na ponta. A oposto entendeu o recado e pretende conciliar as duas funções para evoluir na carreira:

– Não tenho preferência. Estou tentando na ponta, apesar de estar mais acostumada com a saída. Se eu puder jogar na ponta vai agregar muito para a minha carreira. Já joguei campeonatos na base assim, mas sei que preciso evoluir muito para jogar um campeonato adulto na ponta. Estou buscando a evolução. Por enquanto vou tentar levar nas duas posições.



MaisRecentes

Vaivém: Site crava volta de Hooker ao Osasco



Continue Lendo

Brasil não toma conhecimento da Argentina



Continue Lendo

Termina a parceria campeã olímpica de Alison e Bruno Schmidt



Continue Lendo