Um clássico com ingredientes de clássico. E o vencedor de sempre



Um jogo equilibrado, com o set mais longo da competição, repleto de lances polêmicos, com um pouco de provocação e o resultado lógico: Brasil vencedor.

Assim o clássico sul-americano contra a Argentina pode ser resumido, a grosso modo, pela semifinal da Liga Mundial. O triunfo dos eneacampeões pode parecer fácil por ter acontecido em sets diretos. Mas as parciais de 25-22, 42-40 e 25-23 provam o contrário.

O jovem, talentoso e bem dirigido time argentino tem um futuro promissor. Precisa, inicialmente, se acostumar com jogos decisivos, que dependem dos detalhes e que muitas vezes caem no colo dos experientes.

O fantástico segundo set é uma prova disso. Javier Weber vai reclamar, e com razão, de uma marcação do árbitro húngaro Bela Hobor, após um ataque para fora do Brasil, que foi marcado como desvio no bloqueio hermano. O lance daria a vitória na parcial para a Argentina. Ter o placar apontando 1 a 1 poderia ter dado contornos mais dramáticos ao jogo. os árbitros e seus auxiliares erraram em outras ocasiões também. Mas a falha pontual no set point argentino não pode ser minimizada. O estrago no psicólogico de quem é prejudicado sempre é grande.

Erros à parte, virtudes também devem ser elogiadas. A primeira é a afirmação do oposto Théo, que ganhou a posição do gigante Leandro Vissotto e virou homem de confiança de Bruninho. Ele terminou a semifinal com 23 pontos, sendo 20 deles no ataque. Durante um set e meio ele teve 100% de aproveitamento no fundamento.

Com Théo em alta, Bruninho não precisou explorar tanto os pontas Giba e Murilo, protagonistas em outros jogos. O camisa 8, por exemplo, tem mais importância para o volume do jogo do time, atualmente, do que para desequilibrar ofensivamente.  O levantador, na final, precisará arriscar mais com os centrais, ainda mais quando o passe está nas mãos.  Lucão e Sidão serão válvulas de escapa importantíssimas.

Outro ponto positivo a ser ressaltado foi a mudança de atitude do saque brasileiro. Após muitos erros, ele passou a ser feito taticamente, minando o passe argentino e tirando a bola da mão do excelente De Cecco. O ex-levantador Maurício, atual dirigente da Medley/Campinas, deve lamentar até agora não ter conseguido fechar com o hermano para a próxima Superliga. Ainda do lado dos rivais, o ponta Facundo Conte merece aplausos. Ele é diferenciado, tem 1,98m, bom passe, saca bem e é inteligente no ataque. Marcou 20 pontos e com a certeza de que irá se transformar em protagonista no cenário internacional.

Agora para o Brasil é esperar a disputa pelo deca, em sua 12ª decisão. Para a Argentina, o bronze será um prêmio de consolação a ser muito festejado.



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