Um Brasil x Rússia empolgante



Fim das férias no blog, agora oficialmente! E que bom voltar para escrever sobre o jogaço entre Brasil x Rússia, nesta manhã de sábado, em Campinas, pela primeira semana do Grand Prix.

Início de ciclo olímpico, times renovados, treinadores fazendo testes, mas clima de uma verdadeira decisão de Olimpíada ou Mundial. Jogo com belos pontos, rallies de quase um minuto de duração, provocações de sobra…  Cardápio completo, que terminou com vitória verde-amarela no tie-break, para desespero da grade de programação da Rede Globo.

Para mim, o triunfo brasileiro começou a se consolidar no set point que a Rússia teve no segundo set, já vencendo o duelo por 1 a 0. Naquele momento, Goncharova, que foi a maior pontuadora da partida (25 pts), gritou de frente para Fernanda Garay, que acabava de ser bloqueada. O 24 a 23 para as russas se transformou logo depois em 26 a 24 para as brasileiras.

Como escrevi no Twitter naquele momento, o clima aparecia, um pouco, o de um Brasil x Cuba na década de 90. E o que aconteceu depois ratifica minha sensação. A Rússia sentiu a reviravolta no segundo set e virou presa fácil no terceiro. Só voltou para o jogo no quarto, forçando o tie-break. Para quem está assistindo, jogos assim são mais legais, mais emocionantes, mais gostosos de acompanhar. Para quem joga, porém, é um verdadeiro teste, principalmente para jovens como Gabi. Manter a concentração, não cair na pilha e se “vingar” na bola… E isso o jovem time de Zé Roberto conseguiu fazer.

Fernanda Garay, que já havia se destacado contra a Polônia, é um bom exemplo. Tomou alguns tocos, mas não baixou a cabeça e terminou como maior pontuadora do Brasil: 22 pontos. Virou a bola de segurança de Dani Lins na ausência de Sheilla.

Analisando os números, uma surpresa. Mesmo sem Thaisa e Fabiana, as torres gêmeas, o Brasil fez mais pontos de bloqueio do que as russas: 16 a 15.  Juciely fez quatro. Kosheleva foi a melhor, com seis.

Que venham mais jogos entre Brasil x Rússia!

 

 

 

 



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