Um bate-papo com Sheilla



As jogadoras reservas da Seleção se encaminham para o fundo da quadra após os hinos de Brasil e Alemanha, na noite de sexta-feira, no Maracanãzinho. Sheilla pede ajuda para a líbero Léia para colocar o agasalho. A oposto sentiu dores no ombro esquerdo já no fim do treino de quinta e demonstra nitidamente o incômodo no local, protegido por bandagens. Pede auxílio para evitar algum movimento mais brusco. Nada mais grave segundo a avaliação do médico Julio Nardelli.

Sheilla passa quase todo o jogo fazendo exercícios para se manter aquecida, mas com todo cuidado com o ombro. É chamada por José Roberto Guimarães para fazer uma passagem na rede no fim do primeiro set no lugar de Monique. A presença da camisa 13 em quadra faz a pequena torcida presente no ginásio ter um motivo a mais para aplaudir. Poucos instantes em ação, mas o suficiente para que flashes de celulares disparem para fotos e vídeos. É a idolatria que uma bicampeã olímpica merecidamente carrega.

Bicampeã olímpica está de volta à Seleção (Divulgação)

Bicampeã olímpica está de volta à Seleção (Divulgação)

A partida termina e Sheilla, 32 anos, já na entrada dos vestiários, recebe um abraço de Regiane, ponta do Rexona, que acompanhava o jogo ao lado de outras jogadoras lesionadas da Seleção (Fabiana, Juciely, Fernanda Garay, Suelle e Adenízia). E foi ali que ela parou para uma breve entrevista exclusiva para o blog.

A Copa Rio Internacional é o terceiro passo da volta da oposto para a Seleção em 2015. Ela esteve presente nos amistosos em Maceió com a Bulgária e depois jogos-treino no CT da CBV, em Saquarema, contra os demais participantes do quadrangular que está em andamento. Antes disso ganhou um período maior de férias, ficando fora das disputas do Grand Prix e do Pan-Americano. Um prêmio por outras temporadas desgastantes e também a possibilidade de um descanso maior focando a busca pelo tri olímpico em 2016.

Em parte deste período “sabático” ela esteve com o marido em San Diego, na Califórnia. Fez turismo e uma espécie de pré-temporada numa academia da cidade, sendo monitorada com frequência pela comissão técnica da Seleção.

Abaixo a conversa com a jogadora.

AS DORES NO OMBRO

Não é nada demais. Sem preocupações. Logo vou estar sem limitações

O RETORNO À SELEÇÃO

Estou voltando aos poucos. A gente teve dois amistosos em Saquarema, eu joguei um pouquinho, foram dois sets. Mas sei que tenho de ir aos poucos, pois fiquei três meses parada.

Treino da Seleção Brasileira na quinta-feira (Alexandre Loureiro/Inovafoto)

Treino da Seleção Brasileira na quinta-feira (Alexandre Loureiro/Inovafoto)

OS TREINOS EM SAN DIEGO

Escolhi os Estados Unidos porque achei um lugar que atletas profissionais usam apenas para treinar. Fiz pesquisas em um site e vi que muitos profissionais da NBA, do futebol americano o utilizam. Pensei que seria bom adequar as férias com treinamento físico. Foi o local ideal para fazer as duas coisas. Consegui descansar a cabeça, sem descuidar do físico, algo que era importante para chegar aqui com o grupo e já treinar com bola. Agora é voltar aos poucos, pois fiquei sem fazer os movimentos do jogo e dói um pouco de tudo quando você volta.

A ROTINA NOS ESTADOS UNIDOS

Levei a minha ficha (de preparação física) e eles adaptaram lá. Não foram muitas coisas diferentes do que eu já fazia aqui. Falava direto com o Zé Elias (preparador físico da Seleção) e assim ele acompanhava os meus trabalhos. Gostei. Também consegui passear um pouco.

342 DIAS PARA A RIO-2016

Sou sempre ansiosa. E estou assim a 11 meses para a Olimpíada. Este ciclo parece que está demorando mais do que os outros. Não sei se é porque estou vivendo mais este agora, mas a ansiedade aumenta, principalmente por ser no Brasil.

OS RIVAIS

Os Estados Unidos estão numa fase muito boa agora. A gente está um pouco abaixo. Outras seleções estão aparecendo bem. Acabamos de ver a Sérvia ganhando dos EUA na Copa do Mundo. Dá a certeza de que outras seleções vão chegar bem aqui no ano que vem.

O BRASIL

Nossa preparação deu um pouco de azar, pois várias jogadoras sofreram pequenas lesões leves, deixando o grupo bem reduzido. Mas ainda temos tempo para chegar bem ao Rio.

O QUADRANGULAR NO RIO

Não conhecia esse time mais novo da Holanda. Contra a Bulgária nós jogamos em Maceió. No sábado vai ser um jogo mais difícil, que temos chances totais de ganhar se estivermos concentradas.



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