Um balanço do Mundial feminino



Antes tarde do que nunca, está no ar o post de encerramento do Mundial feminino. Me perdoem pelo atraso, mas os últimos dias foram bem corridos aqui no LANCE!.

SOBE

– Kiraly
Neutralizou, como poucos, o Brasil na semifinal. E conquistou o primeiro grande título como treinador em um Mundial. O sujeito tem estrela.

– Diouf
Tem a altura de uma Gamova. E parece ter personalidade para ser uma atacante tão matadora quanto a russa. A italiana tem muito futuro.

– Kimberly Hill
Eu esperava que Murphy fosse o desafogo americano no ataque. Errei! A ponta Hill cresceu de produção na reta final e desequilibrou diante de Brasil e China.

– Marcos Kwiek
Levou a República Dominicana para a terceira fase e ficou a um set da semifinal. O brasileiro aproveitou um caminho mais tranquilo nas fases iniciais e liderou campanha histórica das caribenhas.

– Ting Zhu
Sempre fico com um pé atrás com atletas que despontam e já são tratados como fenômeno. Mas a jovem ponta chinesa tem talento de sobra e pode ser, logo logo, um dos principais nomes do esporte. Jogou muito na semifinal.

– Camila Brait
Não é fácil substituir Fabi. E Brait deixa a Itália fortalecida por boas atuações, que certamente servirão para crescer ainda mais como referência defensiva.

DESCE

– Brasil
O terceiro lugar está longe de ser o que almejava a Seleção. Tinha potencial de sobra para vencer a competição pela primeira vez. Mas um dia ruim foi capaz de colocar tudo a perder. É preciso aprender a lição para não repetir o erro em 2016, por exemplo. Não vejo motivo, porém, para tanta histeria, pedidos para jogar o time inteiro no lixo e renovar com atletas ainda não testadas em alto nível, afastar toda a comissão técnica e achar que em um ano e meio de monta uma outra equipe competitiva para a Olimpíada do Rio. Saber perder também ajuda a construir vitórias no futuro.

– Gamova
Voltou da aposentadoria para jogar o Mundial. E deixou muito a desejar. Não foi sombra da jogadora que dominou o mundo anos atrás.

– Desafio eletrônico
Só começou a ser usado na metade do Mundial e com opções a menos do que a tecnologia utilizada na competição masculina. Ridículo.

– Regulamento
Estava no balanço do masculino. Não concordo com Ary Graça que defende uma competição tão longa.

– Linha de passe da Rússia
É pior do que muito time amador. No vôlei moderno parece não haver mais espaço para um estilo de jogo de bolão nas pontas e pancada.

– Destempero brasileiro
Mais do que analisar uma derrota em 13 jogos, me preocupa no Brasil a instabilidade. Ela tem aparecido em vários jogos ou em vários momentos do mesmo jogo. Às vezes começa a partir de uma reclamação de Zé Roberto com a arbitragem ou insatisfação de alguma jogadora com uma marcação errada. E, coincidência ou não, faz o time entrar em parafuso e tomar pontos em sequência. O Brasil é um time experiente o suficiente para não cair nestas armadilhas.

– Marco Bonitta
Deixou Piccinini muito tempo no banco de reservas (é uma brincadeira, antes que comecem a me xingar aqui)



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