Um “asiático” Brasil derrota a China e avança em primeiro



Sabe aquela vitória para dar moral? Ela foi conquistada pelo Brasil diante da China, em Nanjing, nesta sexta-feira, pelas finais da Liga das Nações feminina.

No melhor estilo asiático de atuar, a Seleção Brasileira teve um volume de jogo absurdo para bater as atuais campeãs olímpicas por incontestáveis 3 sets a 0, parciais de 25-20, 25-22 e 25-22.

Com o resultado, o time comandado por José Roberto Guimarães ficou em primeiro lugar no grupo e enfrentará a Turquia, grande surpresa desta Liga das Nações, na semifinal deste sábado, às 4h da manhã (de Brasília). No outro jogo, um duelo de titãs entre Estados Unidos e China.

Se a FIVB entregasse um prêmio para a melhor em quadra ele iria para a líbero Suelen. Como ela defendeu diante das chinesas!

A agilidade para fazer as defesas certamente está ligada à transformação física da jogadora. Suelen passou por uma cirurgia bariátrica quase três anos atrás, perdeu mais de 30 quilos e colhe os frutos em quadra.

Comemoração brasileira em Nanjing (FIVB Divulgação)

Suelen uma boa temporada em Bergamo (ITA), voltou para o Brasil para ser campeã da Superliga pelo Dentil/Praia Clube, firmou-se como titular da Seleção e vive momentos de protagonista no cenário internacional. Deu uma aula em vários lances deste jogo contra a China, fazendo defesas difíceis que terminaram com pontos do Brasil.

E a performance de Suelen deve ter inspirado as demais jogadoras da Seleção na defesa. Amanda, Roberta, Gabi, Tandara colocaram bolas para cima em vários momentos do jogo. Foram 39 defesas do Brasil no jogo, nove a mais do que as rivais. E olha do que do outro lado da quadra estava Ting Zhu, a melhor jogadora do mundo na atualidade.

Falando em Zhu, ela esteve marcadíssima na partida. Tanto que os números dela chegam a surpreender negativamente: foram 13 pontos (pouco para a média da chinesa), com um aproveitamento muito baixo no ataque. Recebeu 29 bolas e pontuou em apenas 12. Foi caçada pela saque brasileiro em boa parte do jogo e muitas vezes teve da atacar bolas desconfortáveis, sendo várias vezes amortecida pelo bloqueio.

Como a estratégia tática deu resultado e os destaques individuais apareceram, o Brasil dominou quase do início ao fim. Esteve atrás no 8 a 5 da primeira parada técnica do primeiro set. Depois disso ficou atrás no placar em poucos momentos.

Repetindo o acontecido na partida contra a Holanda, Gabi voltou a aparecer bem no ataque, anotando 14 pontos. Algo que evita a sobrecarga de bolas para Tandara, que terminou o duelo com 18 acertos.

Lang Ping tentou de tudo para mudar o jogo. Mexeu em todas as posições e começou cada set com uma formação titular diferente. Chegou a reagir na reta final do terceiro set, mas não o suficiente para esticar a partida. E muito graças ao excelente desempenho brasileiro.

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