Ufa! É campeão!



Parecia fácil ao abrir 2 a 0. Parecia tragédia ao ver a Itália empatar em 2 a 2. Virou alívio com o triunfo no tie-break.

O título da Copa dos Campeões foi um turbilhão de emoções para o Brasil, nesta madrugada.

Não vou tocar no tema Rússia neste post, para não entregar aqui minha coluna que sairá amanhã no LANCE! (atenção, apenas na edição de SP. Para os demais, colocarei no blog no início da tarde).

O jogo decisivo no Japão comprovou mais uma vez que o atual time brasileiro tem oscilado demais. Ficou claro contra a Rússia, voltou a acontecer contra a Azzurra. É um problema que deve ser atacado por Bernardinho. O jogo minimizou, um pouco, a questão dos “12 titulares”, rótulo que durante vários anos marcou a Seleção Brasileira, já que Chupita e Eder entraram bem. Mas nem sempre foi assim.

Neste primeiro ano de ciclo olímpico, ficou claro que o Brasil ainda sofre quando precisa do banco de reservas. Em alguns momentos, por Bernardinho demorar para mexer. Em outros, pelas apostas não darem certo. Mas ainda há tempo para encontrar um time mais homogêneo, com titulares e reservas que se completam e, além disso, fazem uma disputa interna sadia e ajudam o time a crescer. Foi assim em diversas conquistas no passado.

Talvez agora seja mais difícil, por uma simples questão: a qualidade do material humano de algumas gerações anteriores pode, no futuro, ser comprovadamente melhor do que atual. E isso parte parte do jogo. Não é tarefa fácil para nenhuma equipe substituir, de uma vez, pontas como Giba, Murilo e Dante, por exemplo. Mais difícil ainda é achar um novo Escadinha. E assim vale também para outros antigos titulares, como Leandro Vissotto.

Por fim, é mais complicado ainda fazer tal transição quando um time está muito acostumado a ganhar, caso do Brasil. Por isso o título da Copa dos Campeões deve ser comemorado, após os vices da Liga Mundial e da Olimpíada.



  • Jairo(RJ)

    As declarações do Nalbert na cerimônia de premiação, foi simplesmente patética. Desculpem, mas essa comemoração perdeu o foco no sábado.

    em 2014 vai ser assim também?

  • meyre

    eu também me sinto aliviada , ufa ! e como me sinto aliviada.
    eu cheguei a desacreditar.
    bom agora a equipe tem que ver a questão psicológica do meninos , porque ganhar de dois a zeros e depois sofrer o apagão está virando rotina.
    e sem duvida a questão do banco é preocupante , não há jogadores de reposições.
    o Bernadinho e equipe têm muito trabalho , espero que ate 2016 consigamos resolver .
    parabéns aos meninos , parabéns a seleção masculina de vôlei.
    alguém gravou o peixinho dos meninos ?! eu perdi, o melhor da festa….

  • Pedro

    Algumas coisas são curiosas. Fala-se muito sobre a ausência de títulos da seleção masculina e as críticas, não raro descambando para a grosseria pura, quase sempre tem dois alvos fixos. O curioso é que o hiato de títulos é rigorosamente o mesmo da seleção feminina antes de Londres. Ainda que a Copa dos Campeões não seja tão significativa quanto o ouro olímpico, há motivos para comemorar, não por alívio como propõem alguns,mas pelo título em si. Agora é trabalhar todos os pontos colocados (e alguns outros) e seguir em frente. Tivemos provavelmente o melhor time da história e o vôlei mundial nunca mais foi o mesmo depois dele, a equipe russa que o diga. Mas aquele timaço se foi. Ainda somos capazes de grandes feitos, então bola pra frente que o Mundial e a Olimpíada estão aí.

  • Marcelo Silva

    Daniel,

    Eu acho que vcs têm que esquecer os atletas anteriores, achei desnecessário seu comentário isso está menosprezando os atletas de hoje, vamos valorizar os meninos novos, eles lutam é conseguem, por exemplo Mario Junior, quando substituiu o Serginho em 2010 foi campeão da Liga Mundial e Campeão Mundial este ano foi vice campeão dLiga Mundial e Campeão da Copa dos Campeões então o cara não é tão ruim assim, pode não ser um Escadinha, mas também está lutando pelo nosso País e fazendo o seu papel, inclusive sempre ganha de melhor líbero das competições, só não ganhou ontem pelo motivo de FIVB querer colocar um atleta de cada time (menos Japão) ai colocaram o líbero o Irã como destaque. Adoro o Serginho acho ele um caro fora de série e um ótimo jogador, só que o ciclo dele acabou, a seleção mesmo com Serginho, Murilo, Giba e etc. também ficaram com o vice campeonato nas Olimpiadas. Vamos valoriazar os nossos atletas mais novos.
    Abraços.

    • Daniel Bortoletto

      falar que uma geração é melhor do que a outra não é desvalorizar a atual. É apenas uma constatação. Veja post antigos e repare no que já escrevi sobre Lucarelli, por exemplo.

MaisRecentes

A dor de Gabi e de quem estava ao lado



Continue Lendo

Duas gratas surpresas na Superliga



Continue Lendo

Minas espera Hooker ainda em outubro



Continue Lendo